Notícias CORECON/RS - Ano III - 48ª Edição - Setembro/2008

Palestrante do Seminário do Corecon/RS apresenta programa “Primeiro Imóvel”

           O cenário brasileiro e gaúcho para a indústria da construção, em uma perspectiva até o ano de 2030, e o rompimento do marasmo do setor que durou até o ano de 2006, foram questões abordadas pelo conselheiro do Corecon/RS e economista do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Marco Túlio Kalil Ferreyro, na quinta edição dos seminários do Corecon/RS. A palestra, que teve como tema central o “Cenário macroeconômico e a indústria da construção: um salto nas próximas décadas”, ocorreu ontem, 9 de setembro, no Grande Hotel, em Porto Alegre.

            O presidente do Corecon/RS, Ario Zimmermann, ressaltou, na abertura da palestra, a mudança de perfil dos economistas, que estão conquistando mais respeito e credibilidade por parte da sociedade. Ressaltou que o mercado de trabalho, principalmente a iniciativa privada, tem procurado mais por esses profissionais. O presidente agradeceu a presença dos colegas e jornalistas, lembrando que o próximo seminário ocorrerá no dia 14 de outubro.

 

 

 

 

 

 

 

 O palestrante Marco Tulio Kalil Ferreyro e o presidente do Corecon/RS, Ario Zimmermann, durante evento que abordou a indústria da construção

 Estabilidade monetária foi decisiva para o setor

Com uma experiência de aproximadamente 15 anos de atuação no Sinduscon, o economista Marco Túlio Kalil Ferreyro destacou, na ocasião, que o atual contexto sócio-econômico se vislumbra como uma boa oportunidade de movimentar a cadeia produtiva imobiliária. Ele alertou que o setor está rompendo com um marasmo que durou até o ano de 2006. “De 2007 para cá estamos experimentando as condições de crescimento de um PIB mais robusto”, disse o economista.

Para Túlio a implementação do Plano Real e a conseqüente consolidação da estabilidade monetária foram decisivas para o setor que passou a contar com a previsibilidade, associada a uma grande janela de oportunidade demográfica, que deverá perdurar nos próximos 20, 30 anos, visto que nesse período, o país terá proporcionalmente um contingente populacional maior de pessoas em idade produtiva. “Quando o PIB de um país cresce com taxas mais robustas e a população se mantém estável em termos numéricos, a economia ganha mais dinamismo. Resultado: mais empregos e maior renda”.

Neste novo cenário, o economista apontou mudanças na tendência de imóveis decorrente de uma transformação, principalmente no perfil da mulher que domina o mercado de trabalho e opta por ter um número menor de filhos. Com isso, os imóveis modernos apresentam quartos menores e espaços de lazer mais amplos.

Marco Tulio enfatizou que a previsão para 2030 é de que o Brasil tenha 233 milhões de habitantes e uma estimativa de 93 milhões de domicílios. “A necessidade de suprir essa demanda movimentará a construção civil que poderá usufruir de crédito farto se o ambiente macroeconômico continuar a apresentar um bom comportamento de duas variáveis fundamentais: inflação baixa sob controle e juros baixos, visto que juro altos é estricnina para o setor da construção.

O economista evidenciou, ainda, um dos programas do Sinduscon “Primeiro Imóvel”, em elaboração final. Ele ressaltou que o objetivo é atender uma clientela mais jovem, que, por ser mais nova, não dispõe ainda de uma poupança para dar entrada num imóvel, cujo programa propõe financiamento de 100% do valor. Outra proposta do Sinduscon-RS é a de permitir a dedução no IR da pessoa física da integralidade ou parte dos juros pagos no financiamento imobiliário. “A União deixa de arrecadar num primeiro momento, mas arrecada num segundo momento juntamente com as demais esferas estadual e municipal, devido a movimentação de toda cadeia produtiva da indústria da construção, gerando empregos, renda e impostos”, alertou o economista. Ele falou também da PEC 285/08 que prevê a criação de um fundo com recursos da União (2% da arrecadação), dos Estados e dos municípios (cada um 1% da arrecadação própria), cujo objetivo é o de erradicar o déficit habitacional (que atualmente remonta a 7,9 milhões de moradias, dos quais cerca de 90% concentra-se nas famílias cuja renda mensal é inferior a 5 salários mínimos mensais), em 30 anos.

O objetivo da série de seminários, promovidos pelo Corecon/RS, com o apoio do Banrisul, é oportunizar aos economistas, estudantes e sociedade o debate de fatos que contribuem para contextualizar a conjuntura econômica. Os eventos, antecedidos por café da manhã, são realizados sempre na segunda terça-feira de cada mês.

 

 

 

 

 

 

 

 

Participaram do Seminário economistas, jornalistas e profissionais de outras áreas

  

 
 

Informativo produzido pela asessoria de comunicação do Corecon/RS  

      Jornalista Janice Benck – Reg. prof. 7273  Assessora de imprensa do Corecon/RS

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