Notícias CORECON/RS - Ano III - 53ª Edição - Setembro/2008

Empreendedorismo é característica do povo brasileiro

         O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo o Sebrae, são quase três milhões de pequenos negócios movimentando cerca de R$ 1,7 milhão por ano.

Avaliado como ponto positivo no perfil do brasileiro, o empreendedorismo esbarra em diversos problemas.

Há bem pouco tempo, aproximadamente metade das micros e pequenas empresas abertas a cada ano fechavam no terceiro ano de atividade, sendo a falta de capital de giro e a carga tributária elevada as maiores dificuldades enfrentadas. Conforme o Sebrae, este panorama mudou. Mas, apesar dos avanços, o setor ainda carece de apoio e investimento.

O economista é um dos profissionais habilitados para atuar dentro da empresa e com o setor específico da economia ao qual ela pertence. Também está apto para oportunizar orientação financeira, consultoria e assessoria empresarial. Por esse motivo, os economistas devem estar sempre atentos ao universo empresarial e às políticas que cercam as empresas.

O conselheiro do Corecon/RS, economista José Luiz Amaral Machado, enviou, à coluna do jornalista Flávio Pereira, do jornal O Sul, manifestação sobre o tema.

Segue abaixo transcrição da coluna, publicada no dia 13 de setembro.

 “Como cultivamos o espírito empreendedor

Recebemos do leitor economista José Luiz Amaral Machado a seguinte manifestação: “Aplausos ao ambiente empreendedor do Brasil. A Receita Federal está chamando cerca de 400 mil micro e pequenas empresas para regularizarem suas pendências fiscais. Do contrário, serão excluídas automaticamente do Super Simples a partir de janeiro de 2009. Manter os tributos em dia é a premissa para estar enquadrado no Simples. Isso, claro, aliado a uma série de condições particulares de alguns setores. Além da complexidade de implantar um negócio, momento em que a competência do empreendedor é fortemente desafiada, o cidadão ainda deve dispor de recursos financeiros, humanos e tecnológicos, enfrentando, como se não bastasse, um desafio maior, que é a burocracia da constituição. Isso é a ‘via cruzis’ em vários órgãos. Cada um deles com necessidades e exigências especificas. Acrescenta-se a complexidade legal e tributária que vai enfrentar no dia-a-dia do negócio, pode-se até supor que o Brasil não é favorável para que o ambiente empresarial evolua. Curioso é que ainda assim o nosso povo é empreendedor. Basta acompanhar o elevado número de negócios criados todo o ano. Só no Rio Grande do Sul, no mês de julho foram abertas cinco mil novas empresas. Mas atrapalhou-se nas atividades do dia-a-dia, é excluída do Super Simples, entre outras penas que vai enfrentar. Caminha contra as dificuldades corriqueiras de manter um negócio ou de oportunizar seu amadurecimento natural, como o pai faz com o filho. Ora, do filho com oito ou dez anos não lhe é cobrado almoço e jantar. Essas responsabilidades são assumidas após uma preparação para a vida, proporcionada pelos próprios tutores. No caso da empresa, não. Nasceu e já está considerada pronta. É assim que cultivamos e cuidamos do nosso espírito empreendedor, que incentivamos a ‘única fonte de geração real de riqueza e tomadora de mão-de-obra’, que é a empresa. Assistimos à triste realidade de empreendimentos que vão ser eliminados do Simples e vão ter que arcar com uma carga tributária mais pesada. O resultado reflete na sociedade que perde fontes potenciais de geração e arrecadação de impostos. Pobre Brasil”.

 
 

Informativo produzido pela asessoria de comunicação do Corecon/RS  

      Jornalista Janice Benck – Reg. prof. 7273  Assessora de imprensa do Corecon/RS

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