Empreendedorismo é característica
do povo brasileiro
O Brasil é um dos países mais empreendedores do
mundo. Segundo o Sebrae, são quase três milhões de pequenos negócios
movimentando cerca de R$ 1,7 milhão por ano.
Avaliado como ponto positivo no perfil do brasileiro, o
empreendedorismo esbarra em diversos problemas.
Há bem pouco tempo, aproximadamente metade das micros e
pequenas empresas abertas a cada ano fechavam no terceiro ano de atividade,
sendo a falta de capital de giro e a carga tributária elevada as maiores
dificuldades enfrentadas. Conforme o Sebrae, este panorama mudou. Mas,
apesar dos avanços, o setor ainda carece de apoio e investimento.
O economista é um dos profissionais habilitados para
atuar dentro da empresa e com o setor específico da economia ao qual ela
pertence. Também está apto para oportunizar orientação financeira,
consultoria e assessoria empresarial. Por esse motivo, os economistas devem
estar sempre atentos ao universo empresarial e às políticas que cercam as
empresas.
O conselheiro do Corecon/RS, economista José Luiz Amaral
Machado, enviou, à coluna do jornalista Flávio Pereira, do jornal O Sul,
manifestação sobre o tema.
Segue abaixo transcrição da coluna, publicada no dia 13
de setembro.
“Como
cultivamos o espírito empreendedor
Recebemos do leitor economista José
Luiz Amaral Machado a seguinte manifestação: “Aplausos ao ambiente
empreendedor do Brasil. A Receita Federal está chamando cerca de 400 mil
micro e pequenas empresas para regularizarem suas pendências fiscais. Do
contrário, serão excluídas automaticamente do Super Simples a partir de
janeiro de 2009. Manter os tributos em dia é a premissa para estar
enquadrado no Simples. Isso, claro, aliado a uma série de condições
particulares de alguns setores. Além da complexidade de implantar um
negócio, momento em que a competência do empreendedor é fortemente
desafiada, o cidadão ainda deve dispor de recursos financeiros, humanos e
tecnológicos, enfrentando, como se não bastasse, um desafio maior, que é a
burocracia da constituição. Isso é a ‘via cruzis’ em vários órgãos. Cada um
deles com necessidades e exigências especificas. Acrescenta-se a
complexidade legal e tributária que vai enfrentar no dia-a-dia do negócio,
pode-se até supor que o Brasil não é favorável para que o ambiente
empresarial evolua. Curioso é que ainda assim o nosso povo é empreendedor.
Basta acompanhar o elevado número de negócios criados todo o ano. Só no Rio
Grande do Sul, no mês de julho foram abertas cinco mil novas empresas. Mas
atrapalhou-se nas atividades do dia-a-dia, é excluída do Super Simples,
entre outras penas que vai enfrentar. Caminha contra as dificuldades
corriqueiras de manter um negócio ou de oportunizar seu amadurecimento
natural, como o pai faz com o filho. Ora, do filho com oito ou dez anos não
lhe é cobrado almoço e jantar. Essas responsabilidades são assumidas após
uma preparação para a vida, proporcionada pelos próprios tutores. No caso da
empresa, não. Nasceu e já está considerada pronta. É assim que cultivamos e
cuidamos do nosso espírito empreendedor, que incentivamos a ‘única fonte de
geração real de riqueza e tomadora de mão-de-obra’, que é a empresa.
Assistimos à triste realidade de empreendimentos que vão ser eliminados do
Simples e vão ter que arcar com uma carga tributária mais pesada. O
resultado reflete na sociedade que perde fontes potenciais de geração e
arrecadação de impostos. Pobre Brasil”.