Ricardo Englert apresentou os
aspectos mais importantes sobre os investimentos para 2009, o plano de
ajuste fiscal, as medidas para aumentar a receita e reduzir a despesa e o
desempenho da arrecadação gaúcha.
Sobre os investimentos em 2009, Englert destacou o
incremento com recursos próprios, advindos do esforço de melhoria na gestão
tributária conduzido pela Secretaria da Fazenda. “Esse valor deverá ser até
10 vezes maior do que o executado no ano passado, ficando próximo a R$ 500
milhões. Além disso, as empresas estatais investirão outros R$ 1,18 bilhão
em 2009, sendo 70% com receitas próprias” afirmou o economista.
O palestrante salientou que para chegar a esse patamar de
investimentos, o Estado teve de conduzir um rigoroso plano de ajuste fiscal
e de modernização da gestão pública, iniciado em janeiro de 2007. Segundo
ele, a previsão era de que se chegaria ao final do ano com déficit de R$ 2,4
bilhões. Para reduzir esse valor à metade, foram adotadas medidas para
aumentar a receita e reduzir despesas como a reestruturação da dívida junto
ao Banco Mundial, economia de R$ 327 milhões em 2007, com meta de chegar a
R$ 450 milhões; constituição dos fundos previdenciários com a abertura de
capital do Banrisul e aumento da receita.
Para 2008, a pretensão é cumprir metas mais agressivas,
mais ousadas. De acordo com o secretário, até setembro a receita do ICMS
cresceu três vezes mais do que o aumento real do PIB. A arrecadação do
semestre, conforme o palestrante, foi a maior da história. Para chegar a
esse resultado, foram adotadas medidas de modernização da Receita e combate
à sonegação.
Sobre o desempenho da arrecadação gaúcha, Englert
destacou que o Estado tinha, no ano passado, o segundo pior desempenho no
ranking nacional. Agora, passou para a segunda melhor posição em arrecadação
de ICMS, perdendo apenas para Minas Gerais, que está executando um programa
de parcelamento de dívidas.
O economista alertou para os desafios da gestão pública
no RS, como garantir a sustentabilidade do equilíbrio fiscal. “De nada
adianta retomar a capacidade de investimentos se o Tesouro continuar gerando
déficits sucessivos e se endividando”. Precisamos avançar no equilíbrio das
contas, mantendo o esforço de aumento de receitas e tomando cuidado para não
aumentar gastos correntes. A sociedade terá de estar atenta à manutenção do
esforço de equilíbrio, ainda mais neste momento de instabilidade econômica
mundial. A experiência mostra que a manutenção do déficit zero e a retomada
gradual dos investimentos terão grande impacto no desenvolvimento econômico
do Estado e na qualidade de vida", conclui o secretário.