Delegacia
de Caxias do Sul integra evento da UCS
O VII Encontro sobre os Aspectos Econômicos e Sociais da Região Nordeste
do RS, promovido pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) ocorreu nos
dias 20 e 21 de outubro, na sede da instituição. O objetivo da
iniciativa foi discutir os aspectos econômicos e sociais da região
nordeste do Rio Grande do Sul, como pólo produtivo, econômico e
científico, considerando sua heterogeneidade sociocultural e a
participação da UCS neste contexto.
A
mesa de abertura do evento foi composta pelos representantes da UCS: o
diretor do Departamento de Economia, Nelson Branchi; a chefe do
Departamento de Economia, Lodonha Maria Portela C. Soares; e a
coordenadora do Curso, Maria Carolina Gullo, além do Delegado Regional
do Corecon/RS e Presidente da Associação dos Economistas da Serra Gaúcha
(Ecoserra), Milton Biazus.
A
palestra “A política Industrial no Governo Lula alternativas e
perspectivas” foi proferida pelo economista e professor Hélio Henkin.
O
economista Hélio Henkin apresentou um histórico das mudanças ocorridas
nestes últimos 10 anos nos mercados industrial, comercial, financeiro e
serviço, além das transformações econômicas e competitivas nas empresas
nos anos 2007 e 2008.
O
palestrante ressaltou que depois que o Presidente Nixon dos EUA
desvinculou o ouro da taxa de câmbio, na década 1970, trouxe ao mercado
uma volatilidade que causou riscos nas operações financeiras, e com os
riscos, as oportunidades. Ele destacou que, com isto também adveio no
mercado internacional os players (competidores) do Japão, Taiwan,
Cingapura, Coréia e posteriormente, nos anos 80, a China, a Malásia e a
Tailândia, tornando o mercado mais volátil.
As
mudanças na produção e consumo, novas técnicas que encurtaram o tempo de
produção, novos arranjos na cadeia, financiamento para que as empresas
pensem nas suas atividades em equipes, tornaram estas empresas com maior
flexibilidade organizacional, avalia o economista.
Hélio
Henkin observa que a concorrência via preço não é suficiente para o
mercado e é necessário que existam novos modelos de competição com
inovações em publicidade e pós-venda.
O
código de economia de mercado apresenta a concorrência ativa e relativa.
De acordo com o palestrante, “na ativa a inovação é presente, já na
relativa reduz a assimetria ou imitação dos produtos que faz o lucro
diminuir. Em síntese a empresa deve ser socialmente coletiva e inovadora
com mercado segmentado, demanda por variedades e maior mobilidade de
capital e pessoas para que possa competir no mercado flexibilizado”.
O
economista salienta que as empresas devem ter políticas de
competitividade industrial e os agentes do governo devem viabilizá-las
para seu crescimento, com políticas públicas, saber quais os setores
mais estratégicos para desenvolver as condições de programas regionais
integrando empresas e a sociedade. Portanto, para ele, a flexibilidade
organizacional deve ser entendida nas empresas, para aprenderem o que o
mercado diz, tendo que ouvir a demanda dos clientes, estarem aptas a
promover uma inovação de produtos, prazo de produção para se moldar ao
mercado de consumo.
“O
mercado é um bom servo, mas não um bom mestre” finaliza Hélio Henkin.
A
palestra foi muito elogiada pelos economistas, alunos dos cursos de
Economia, Engenharia, Administração, aluno egressos, membros da Ecoserra,
professores e convidados.