Notícias CORECON/RS - Ano III - 72ª Edição - Novembro/2008

 

Comissão de Perícias promove Seminário com abordagem de ações da CRT

Delegacia de Caxias do Sul participa de evento na FGV


Comissão de Perícias promove Seminário com abordagem de ações da CRT

A Comissão de Perícias e Assessorias Econômico-Financeiras do Corecon/RS promoveu, no dia 21 de novembro, o II Seminário de Avaliação e Perícias. O economista Luis Adelar Ferreira apresentou a palestra “Cálculo de liquidação de sentença e caso prático das ações da CRT”.

Um público composto por integrantes da Comissão e economistas interessados no tema participou do evento. Aproximadamente 20 pessoas compareceram ao Seminário.

O conselheiro Aristóteles Galvão destacou que o Seminário foi um sucesso pela participação e interesse dos presentes. Agradeceu ao palestrante pela dedicação e contribuição prestada à categoria. Alertou que o grupo de discussão eletrônico continua aberto aos interessados em debater o tema. Informações pelo e-mail: coreconrs@coreconrs.org.br.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vice-presidente do Corecon/RS, Geraldo Fonseca, durante a abertura do II Seminário

 Liquidação de sentença

 

O economista, e também advogado, Luis Adelar, ressaltou que os procedimentos judiciais de liquidação de sentença foram modificados a partir do advento da Lei 11.232/05. “Foi criada a fase processual que se denomina de ‘cumprimento de sentença’, possibilitando à parte vencedora na ação, preparar a execução através deste ato processual que é o cumprimento de sentença, quando busca quantificar os direitos que lhe foram alcançados nas decisões prolatadas” destacou o palestrante.

Luis Adelar alertou que se a matéria sob exame for complexa, é necessário que se processe através de liquidação de sentença, com nomeação de um Perito Judicial. Ele salientou que os Economistas Peritos, além de legalmente habilitados para esta atuação, demonstram-se os mais preparados tecnicamente. Segundo o palestrante, trata-se de apuração de valor econômico de direitos do acionista, fundamentado nas decisões, nas informações básicas acerca de cada acionista especificamente.

No exame da temática “Brasil Telecom”, que incorporou as ações da CRT, Luis Adelar afirmou que ganhou uma dimensão significativa no Judiciário gaúcho, pois o pleito de diferença de ações da CRT representa 40% das ações que tramitam nas varas cíveis do RS. De acordo com o economista, “tudo decorre da privatização da CRT, que ocorreu em 1996. A partir de 1997/1998 acionistas buscaram os direitos de receber diferenças de ações, pois as ações subscritas teriam sido com base em valor patrimonial da ação apurada em balanço de exercício posterior ao vigente na data da integralização”. Informou que recentemente, após modificação da fundamentação das defesas pela Brasil Telecom, o STJ acolheu pedido de deferir ao acionista as diferenças de ações, porém, o critério a ser adotado é o do balancete apurado no mês da integralização. “Portanto, houve modificação nas Jurisprudências do STJ sobre o tema. Estas são discussões jurídicas, cujo conflito e divergências dos entendimentos entre as partes gera a necessidade de se nomear Economistas Peritos para apurar as questões técnicas e quantitativas da matéria” conclui o economista. Posteriormente ao encontro, Luis Adelar disponibilizou, no grupo de discussão eletrônico, o material apresentado na palestra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luiz Adelar apresentou palestra sobre liquidação de sentença

 

Delegacia de Caxias do Sul participa de evento na FGV

O Centro de Ensino Empresarial (CEEM), instituição conveniada da Fundação Getúlio Vargas (FGV) de Caxias do Sul promoveu, no dia 25 de novembro, painel com o ex-governador do RS e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, Germano Rigotto, e com a doutora em Economia e professora da FGV, Virene Matesco. As estratégias frente à realidade do cenário econômico mundial foi o tema abordado na ocasião. Compareceram ao evento empresários, alunos da FGV e convidados.

O delegado do Corecon/RS em Caxias do Sul e presidente da Associação dos Economistas da Serra Gaúcha (Ecoserra), Milton Biazus, participou do painel, juntamente com o economista André M.Weber, associado da Ecoserra.

Os dois painelistas destacaram que o cenário é bastante preocupante. Eles avaliaram que a crise é oriunda do setor privado por falta de confiança no sistema financeiro americano, que gera efeito negativo nos mercados internos e externos com reflexos para uma forte desaceleração dos investimentos, bolsas em queda e inflação alta com períodos de leve redução.

 

A professora Virene Matesco salientou que a economia mundial está vivendo um período de falta de transparência, insegurança e instabilidade. Para Germano Rigotto, a crise já está instalada na economia real, impactando os investimentos de empresas em diversos setores, com reflexos no crescimento, renda, emprego e tecnologia. Ele citou a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na qual 70% das empresas seguraram os investimentos para os próximos anos em resposta à insegurança do cenário atual. Porém, alertou que as empresas que superarem este período irão se fortalecer e tomar espaço de algumas que vão desaparecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Milton Biazus. Germano Rigotto e o economista da FGV, Rodolfo Henrique Maggi, participaram do evento 

emCaxias do Sul

 

 
 

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