Ricardo
Englert fala sobre ajuste fiscal em evento do CORECON/RS

Englert: “O Rio Grande do Sul
está mais preparado para a crise mundial”
Os resultados
fiscais do RS no ano de 2008 e as principais metas do ajuste foram os
principais assuntos destacados pelo secretário da Fazenda, economista
Ricardo Englert, durante reunião-almoço promovida ontem (10/2), pelo
CORECON/RS, no Plaza São Rafael.
Na abertura
do encontro, o presidente do CORECON/RS, José Luiz Amaral Machado, saudou
os participantes, agradecendo a presença de todos. Enfatizou a atuação do
secretário da Fazenda, que conquistou em 2008 o Prêmio Economista do Ano
(iniciativa do Conselho), e de sua equipe nos resultados fiscais obtidos
pelo governo. O vice-presidente Geraldo Fonseca e conselheiros do Corecon/RS
também participaram da iniciativa.

Englert e Machado integraram
o evento que abriu o calendário do CORECON/RS em 2009
Economistas
prestigiaram encontro
Um público de
aproximadamente 50 pessoas, entre economistas e outros profissionais,
participou do encontro. Diversas autoridades prestigiaram o evento, como o
presidente do Banrisul Corretora, Alejandro Kuajara Arandia; o presidente
da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli; o presidente da Sociedade de
Economia do RS, José Joaquim Marchisio; o secretário de Planejamento de
Porto Alegre, Marcio Bins Ely; o vice-Presidente da CaixaRS, Pery
Francisco Sperotto Coelho, e o diretor de Operações da CaixaRS, Rogerio
Wallau.
Ricardo
Englert, que já foi conselheiro e vice-presidente do Corecon/RS, observou
que a entidade tem um papel muito importante na sociedade e na economia
gaúcha, assim como esses eventos que oportunizam debate sobre assuntos que
são destaques na economia.
O secretário
falou sobre a situação fiscal do RS em relação a outros Estados, que ocupa
a primeira posição em alguns indicadores orçamentários e financeiros.
As principais
metas do ajuste fiscal, segundo Englert, serão: reduzir à metade a
projeção de déficit a cada ano e expandir a taxa de investimento até o
nível de 10% da Receita Corrente Líquida (RCL). Ele observa que entre as
ações para este ajuste, destacam-se a redução de gastos, o aumento de
Receita e o combate à sonegação. O secretário apresentou alguns resultados
alcançados no processo de ajuste fiscal como a folha do funcionalismo em
dia; 13º salário pago em 5 de dezembro sem financiamento; a criação de
dois fundos previdenciários, com recursos de R$ 1,2 bilhão; reestruturação
da dívida com o Banco Mundial, no valor de US$ 1,1 bilhão; pagamento em
dia dos fornecedores; pagamento da Lei Britto (com reajustes de 19,9% a
33%); cumprimento das metas estabelecidas em conjunto com o Tesouro
Nacional (STN), em 2007 e 2008; isenção de ICMS para 92% das empresas com
o Simples Gaúcho e superávit Primário de R$ 954 milhões em 2007, o maior
em 37 anos.
Governo
quer garantir aplicação em investimentos
O secretário
da Fazenda destaca que a prioridade do governo é garantir a aplicação de
R$ 2,3 bilhões em investimentos pelas secretarias, órgãos e estatais.
“Estamos atentos e queremos ouvir a sociedade sobre as maiores
preocupações em relação ao Rio Grande do Sul nesse momento. Desde o início
da crise, o governo tem agido com muita responsabilidade, no sentido de
preservar as receitas do Estado, ao mesmo tempo em que possa buscar
medidas de apoio ao setor produtivo”. Ele mencionou outro fator que
considera importante para alcançar estes resultados: a mudança de
comportamento dos servidores em relação aos objetivos do governo.
Englert apresentou alguns dos principais resultados alcançados no processo
de ajuste fiscal, como o superávit primário recorde, de R$ 2,1 bilhões,
além do superávit orçamentário de R$ 443 milhões do ano de 2008.
A principal
ação de apoio ao setor foi a retomada do Simples Gaúcho, que, desde
outubro do ano passado, isentou do pagamento de ICMS todas as micro e
pequenas empresas com faturamento anual até R$ 240 mil. Com a entrada em
vigor da redução de ICMS da segunda fase do programa (empresas com
faturamento acima de R$ 240 mil), em abril de 2009, o impacto na
arrecadação do Estado deve ser de R$ 300 milhões. Englert garantiu a
aplicação da medida e explicou que essa perda já está computada no
Orçamento de 2009: “Temos um Orçamento equilibrado e vamos trabalhar para
manter essa conquista, buscando preservar os investimentos de R$ 2,3
bilhões”.
Englert ressalta
que o Rio Grande do Sul passa por um momento de consolidação do equilíbrio
orçamentário e está mais preparado para enfrentar a crise econômica. O
Estado começa o ano de 2009 sem compromissos atrasados, como o pagamento
do 13º salário, sem pendências com fornecedores e com pagamentos da dívida
pública.

A presença de economistas, de
autoridades da área empresarial, governamental e de dirigentes de
entidades...

... fizeram da reunião-almoço
um sucesso de público