Inteligência Artificial: ameaça ou oportunidade para os economistas?
Você já se perguntou se a Inteligência Artificial poderá substituir o trabalho do economista? Quais tarefas podem ser automatizadas e quais ainda exigirão a análise humana? E como os profissionais da área podem se preparar para um cenário em que algoritmos, big data e machine learning estão cada vez mais presentes?
Essas questões estarão no centro do painel “Desafios e Oportunidades para o Economista no mundo da Inteligência Artificial”, apresentada pelo economista, assessor Econômico da Federação das Indústrias do Estado do Ceará FIEC e professor adjunto da UECE Lauro Chaves Neto (foto). Ele estará no palco do XXVI Congresso Brasileiro de Economia, em Porto Alegre, no dia 9 de outubro, às 10h45, juntamente com outros especialistas da área para debater o assunto.
💡 Mais oportunidades aos economistas que usarem IA
Para o especialista, que é PHD em Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona e Pós Doutorando em Estratégia pela University of Massachusetts, a IA não deve ser vista como substituta da profissão, mas como ferramenta para ampliar a atuação do profissional. “A inteligência artificial não toma o lugar do economista, porém o economista que usa a inteligência artificial vai provavelmente tomar o lugar do economista que não usa”, afirma.
Entre os campos em que os impactos já são mais visíveis, o especialista destaca a modelagem preditiva, que permite previsões mais sofisticadas sobre PIB, inflação, emprego, entre outros indicadores. “A IA possibilita não só uma captura maior de variáveis, como também simulações mais avançadas em relação aos modelos anteriores”, explica.
Ao mesmo tempo, ele ressalta que o papel humano continua central: “Sempre o economista vai ter que fazer uma análise crítica desses dados gerados, interpretar e sintetizar resultados. O papel humano é auxiliado pela IA e não substituído”.
📚 Novas competências e requalificação
Segundo Neto, a transformação digital exige dos economistas uma combinação de hard skills e soft skills. Do lado técnico, competências como estatística avançada, programação e análise de dados já se tornam diferenciais. Mas habilidades humanas continuam indispensáveis, como criatividade, inteligência emocional, interpretação e análise crítica.
Ele lembra que o maior desafio é a requalificação dos profissionais formados em outra base tecnológica. “Ao mesmo tempo que a requalificação profissional em larga escala é o principal desafio, a própria inteligência artificial permite que ela ocorra de forma mais ágil, com algoritmos, podcasts e interação virtual”, avalia.
📍 Inscreva-se no CBE
Além de palestras sobre Inteligência Artificial, o Congresso Brasileiro de Economia trará outros temas relevantes para o setor, como reforma tributária, mudanças climáticas, crescimento econômico, inovação, comércio internacional, agronegócio, economia comportamental, desigualdades regionais, educação financeira e desenvolvimento sustentável. De 06 a 10 de outubro, o evento reunirá cerca de 50 especialistas em palestras, painéis e mesas de debate, no Plaza São Rafael Hotel, em Porto Alegre.
Saiba mais e inscreva-seAté o momento, o CBE conta com o patrocínio de Banrisul (Vero), Monte Bravo, BNDES, BRDE, e dos Corecons de SP, MS, PE, PR e RJ.

