Corecon-RS completa 67 anos

O Corecon-RS completou, no último sábado, dia 11 de julho, 67 anos de sua criação. Criado pela Lei Federal 1.411, de 13 de agosto de 1951, o Conselho gaúcho foi fundado oficialmente em 11 de julho de 1953. Entre as suas atividades, destaca-se a fiscalização do exercício profissional do Economista, que somente recebe tal titulação através do seu registro junto ao seu Conselho. Ou seja, enquanto o bacharel em Ciências Econômicas não efetuar o procedimento junto ao Corecon, encontra-se impedido de se intitular como Economista e, assim, de exercer de forma legal sua profissão. Também é função do Corecon organizar e manter o registro profissional dos Economistas, expedir as carteiras de exercício profissional, fiscalizar o seu exercício e impor e aplicar as penalidades previstas em Lei.

 

LIVE: "Até quando o crime vai compensar no Brasil? Incentivo e dissuasão da atividade criminosa", com os economistas Mauro Salvo e Pery Francisco Shikida, e o professor e pesquisador Luiz Marcelo Berger

live1407 550Os economistas MAURO SALVO (Analista do Banco Central, pesquisador em economia do crime, lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, ex-vice-presidente do Corecon-RS) e PERY FRANCISCO SHIKIDA (Professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná e membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), e o professor LUIZ MARCELO BERGER (Advogado, pesquisador visitante da UC Berkeley School of Law/CA) participam de live, nesta terça-feira, dia 14, às 19 horas. Abordarão o tema “Até quando o crime vai compensar no Brasil? Incentivo e dissuasão da atividade criminosa”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

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Mauro Salvo
Doutor, mestre e bacharel em economia. Especialista em Finanças. Analista do Banco Central (Bacen) desde 1994. Pesquisador na área de economia do crime com ênfase em lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo, ex-vice-presidente do Corecon-RS.

Pery Francisco Shikida

Doutor, mestre e bacharel em Economia. Professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná desde 1992. Membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Luiz Marcelo Berger

Bacharel em Direito, MBA EPGE/FGV, Mestre e Doutor em Administração pela Escola de Administração UFRGS. Professor e pesquisador. Visiting Scholar/Researcher UC Berkeley School of Law.

LIVE: “Educação financeira sustentável para crianças”, com as economistas Janile Soares e Mariliane Caramão, a neuropsicopedagoga Maria Rita Araújo e a pedagoga Natália Mansan

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As economistas JANILE SOARES (Consultora, editora do blog A Economista de Baton e coordenadora da Comissão de Educação Financeira Corecon-RS) e MARILIANE CHAVES CARAMÃO (Especialista em educação financeira para crianças e coordenadora do Repense Educação Financeira Kids), a psicopedagoga MARIA RITA FERNANDES ARAÚJO (Neuropsicopedagoga Clínica e psicomotricista e professora de cursos online) e a pedagoga NATÁLIA MANSAN (Coordenadora pedagógica da escola Mundo Educação Infantil e especialista em Gestão da Educação) participam de live, nesta quinta-feira, dia 9, às 19 horas. Abordarão o tema “Educação financeira sustentável para crianças”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

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LIVE: “O papel do Estado em cenários de pandemia”, com Gabriel Torres e Thomas Kang


Os economistas GABRIEL TORRES, da Liberta Investimentos, vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE) e ex-conselheiro do Corecon-RS, e THOMAS KANG, professor da ESPM/Porto Alegre e ex-pesquisador em Economia da FEE, participam de LIVE, nesta terça-feira, dia 7, às 19 horas. Abordarão o tema “O papel do Estado em cenários de pandemia”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

https://www.youtube.com/c/coreconrs2020

Curriculum

Gabriel Torres
Economista da Liberta Investimentos, vice-presidente do Instituto de Estudos Empresariais (IEE), ex-conselheiro do Corecon-RS.

Thomas H. Kang
Economista, professor de Economia na ESPM/Porto Alegre, graduado em Economia pela UFRGS, Mestre em Economia pela FEA/USP e Doutor em Economia pela UFRGS. Ex-pesquisador da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Tem trabalhos publicados em história econômica, educação e desenvolvimento humano.

Associação portuguesa promove Prêmio Pedro Pita Barros de Economia da Saúde

A Associação Portuguesa de Economia da Saúde (APES), com o apoio da Associação Nacional de Farmácias (ANF), promove o prémio Pedro Pita Barros, com o objetivo de fomentar a investigação na área da Economia da Saúde por jovens investigadores e será atribuído a cada dois anos. O Prêmio tem um valor monetário de 3.500 euros e visa reconhecer o melhor artigo científico na área da Economia da Saúde publicado numa revista científica com peer review. Na edição deste ano, o vencedor será anunciado até ao final de Dezembro de 2020 e o prémio será entregue e apresentado numa cerimónia pública, em data a definir.

Os autores interessados em concorrer ao prémio deverão candidatar-se enviando o artigo até ao dia 30 de Setembro de 2020, para o endereço electrónico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto “Prémio Pedro Pita Barros”

Para saber mais, consulte o regulamento disponível em Prémio PPB 2020

LIVE: “Mercado de capitais e bitcoin em tempos de pandemia", com Giácomo Balbinotto, Emanuelle Smaniotto e Roberto Decourt


Os professores GIACOMO BALBINOTTO NETO (Economista, professor da UFRGS e pesquisador do IATS/UFRGS), EMANUELLE SMANIOTTO (Professora e coordenadora do Curso de Administração na Escola de Gestão e Negócios da Unisinos), e ROBERTO DECOURT (Professor do PPG em Ciências Contábeis da Unisinos), participam de live, nesta quinta-feira, dia 2 de julho, às 19 horas. Abordarão o tema “Mercado de capitais e bitcoin em tempos de pandemia”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

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Giácomo Balbinotto Neto
Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestrado em Economia pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Econômicas e doutorado em Economia pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professor Associado IV da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pesquisador do IATS/UFRGS. Professor de Economia da Saúde do PPGE/UFRGS  e Pesquisador do Instituto de Avaliação de Tecnologias em Saúde da UFRGS (IATS/UFRGS). Orientador de Doutorado e mestrado. Suas linhas de pesquisa são Economia da Saúde, Avaliação de Tecnologia em Saúde, Economia dos transplantes e  Farmacoeconomia.

Emanuelle Smaniotto
Professora e Coordenadora do Curso de Administração na Escola de Gestão e Negócios da Unisinos. Coordenadora dos Projetos GIL Pequenos Negócios e Mentoria em Finanças Pessoas. Consultora nas áreas de Big Data, Data Analytics e Finanças. Experiência no Mercado Bancário e Relacionamento com o Setor Corporate. Doutoranda do Programa de Economia Aplicada da UFRGS. Pesquisadora nas áreas de Finanças, Economia Aplicada, Macroeconomia e Estatística.

Roberto Decourt
Doutor em Finanças pela UFRGS e Pós-doutorado na Université Grenoble Alpes. Professor Adjunto do Programa de Pós-graduação em Ciências Contábeis da Unisinos e membro de conselhos de diversas empresas.

Corecon-RS lança espaço de pesquisa de indicadores no Site

O Corecon-RS lançou importante espaço de pesquisa dos indicadores econômicos produzidos por diversos órgãos do Estado do RS. Com o intuito de atender às demandas das universidades, dos economistas e da sociedade como um todo, o espaço, intitulado “Onde e como buscar Indicadores da Economia do RS”, foi elaborado pela economista Inara Betat, coordenadora do setor de fiscalização do Conselho. Inara é graduada em Economia pela Unisinos e possui mestrado em Teoria Econômica pela Universidade Federal do Espírito Santo. “O nosso objetivo maior foi a preocupação em atender às diversas demandas, oriundas de estudantes de cursos de Economia de todo o Estado ou, mesmo de economistas ou empresas de Economia, que nos procuram diariamente para obter informações sobre esses indicadores”, afirma Inara Betat. Para ela, com a evolução das novas tecnologias as informações chegam em tempo real e os estudos também são produzidos para atender a uma sociedade que busca respostas imediatas. “Somada a essas exigências, o pesquisador tem o dever de se valer de fontes confiáveis, de forma que possa oferecer um estudo de qualidade para a sociedade”, afirma. “Normalmente, o economista utiliza dados, indicadores para embasar seu trabalho, e a busca por esses demanda tempo. Com este entendimento, criamos este atalho que esperamos venha contribuir para agilizar os trabalhos e estudos de todos”, conclui.

Para acessar os dados, clique aqui ou entre direto pelo Site do Conselho.

Mais informações ou sugestões, podem ser encaminhadas ao Setor de Fiscalização do Corecon-RS, pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou, quando retornarmos ao trabalho presencial, pelos fones (51) 3254-2600 / 3254-2606.

LIVE: “Política fiscal e monetária, déficit público e operações compromissadas", com Darcy Carvalho dos Santos e Roberto Calazans


Os economistas DARCY FRANCISCO CARVALHO DOS SANTOS, especialista em finanças públicas, e ROBERTO BALAU CALAZANS, Agente Fiscal aposentado do Tesouro do Estado, participam de live, nesta terça-feira, dia 30, às 19 horas. Abordarão o tema “Política fiscal e monetária, déficit público e operações compromissadas”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

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Darcy Francisco Carvalho dos Santos

Bacharel em Ciências Econômicas e em Ciências Contábeis pela UFRGS, com curso de Especialização em Integração Econômica e Comércio Internacional pela PUCRS. Trabalhou em diversas empresas privadas e foi auditor externo do Tribunal de Contas do Estado e auditor de finanças públicas da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, ambos com ingresso através de concurso público. Exerceu cargos de coordenação e diretoria na administração estadual, e foi contemplado em três oportunidades com o Prêmio do Tesouro Nacional tratando de temas variados. Foi ainda autor e co-autor de cinco livros na área de Finanças Públicas (Noções Básicas de Orçamento e Finanças Públicas para Municípios, A crise das finanças estaduais - causas e alternativas, Finanças estaduais: verdades e mitos, Previdência social no Brasil: 1923-2009, e O Rio Grande tem saída?), e coordenador do grupo em Finanças Públicas estaduais da Agenda 2020. Foi vice-presidente do Corecon-RS.

Roberto Balau Calazans
Economista formado na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Mestre em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi Técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Coordenador e Chefe do Departamento de Economia da Unisinos. Concursado no cargo de Agente Fiscal do Tesouro do Estado, aposentado. Foi Diretor de Projetos Especiais na Secretaria de Planejamento do Estado, Assessor Técnico dos Gabinetes da Secretaria de Estado da Fazenda e da Secretaria Municipal da Fazenda de Porto Alegre. Ex-Diretor Financeiro e Relações com Investidores do Grupo CEEE e Assessor do Gabinete do Governador. Possui duas premiações no Prêmio do Tesouro Nacional e é autor de artigos técnicos em finanças públicas.

José Junior: “Transformação e instantaneidade na interação entre economistas e a sociedade é a nossa pauta”


“O Mundo começou a mudar a partir do final do ano passado, com as primeiras informações sobre a contaminação com o coronavírus na China. Mas, já nos primeiros meses de 2020, a surpresa veio com a rapidez de sua propagação, atingindo, em grande velocidade, o mundo globalizado, com sérios impactos às diferentes economias do Planeta. E essa, agora, é a nossa pauta.” Desta forma o presidente do Corecon-RS, economista José Junior de Oliveira, manifestou-se aos economistas gaúchos, no início do mês de março, quando já anunciava oficialmente as primeiras medidas a serem promovidas pelo Corecon-RS, sobre as novas medidas decretadas pela OMS e, consequentemente, as mudanças que estavam por vir. Em comunicado e através de email, conclamou a categoria a usar seu conhecimento, através de consultoria econômica gratuita, no atendimento das dúvidas de pessoas e empresas “neste momento atípico e de dificuldades por que o país e o mundo vêm passando”. Inspirado em iniciativa do Corecon de Santa Catarina, criou projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, sob a coordenação do vice-presidente, economista Aristóteles Galvão, um canal, através de email, telefone ou whatsapp, para sanar dúvidas da sociedade. O mutirão foi ganhando força e vídeos com depoimentos de economistas sobre os impactos da crise do Covid-19 nos diferentes setores da economia regional, nacional e internacional começavam a chegar, com o intuito de estabelecer a realidade sobre o cenário que se materializava à frente. Mas, devido à velocidade das novas mudanças, logo percebeu-se que esse formato ainda não era o suficiente para atender à crescente demanda, na busca de maior instantaneidade na interatividade entre economistas e sociedade. Foi quando o Corecon-RS, já com seus servidores em home-office, entra no mundo das lives, até então muito pouco difundida entre o mercado profissional brasileiro. “Com toda a potencialidade e conhecimento de nossos economistas, o Corecon-RS não poderia ficar omisso neste momento tão difícil, que transformou a vida de todos os cidadãos”, já anunciava o presidente José Junior. "O mais gratificante disso tudo é ver a categoria unida em torno de um objetivo, que é levar à sociedade informações necessárias para um melhor entendimento deste momento pelo qual estamos passando", comemora Galvão. A partir daí, um mar de medidas e revoluções jamais vistos na história do Conselho, com iniciativas com efeitos extremamente positivos na sociedade e na mídia como um todo, que, rapidamente, viraram notícia no centro do País, espalhando-se rapidamente pelo rede dos Corecons.

Do distanciamento social ao trabalho remoto

Passados menos de três meses, o Conselho quebra mais um paradigma, que, mais uma vez, pela necessidade do cenário que a pandemia impõe, já começa a ser difundido pelos demais integrantes do Sistema Cofecon/Corecons: o trabalho totalmente remoto.

Os colaboradores também já sentem os avanços das novas medidas. Segundo o advogado Alexandre Salcedo Biansini, da Assessoria Jurídica do Corecon-RS, o trabalho remoto “é o futuro, e a pandemia nos trouxe de maneira prematura, porém, há necessidade deinarajuliamichel todos se adequarem a essa nova realidade”. Para o Assessor de TI, Alexandre Corrêa, a atividade remota permitiu que pudéssemos descobrir, testar, e nos adaptarmos às diferentes ferramentas tecnológicas que já conhecíamos e que apenas não conseguíamos aplicar por estarmos numa sede física. Então, com essa nova realidade, percebemos que “é possível, sim, trabalhar com produtividade em qualquer local, cumprindo as tarefas consideradas básicas para o funcionamento do trabalho e melhorando e descobrindo novas formas de agregar valor à empresa. A pandemia nos possibilitou, como nunca antes, um estreitamento das relações com os nossos economistas.” A Fiscal, economista Inara Betat, afirma que “o trabalho remoto proporciona maior concentração na atividade profissional, com aumento significativo de qualidade e de produtividade”. Da mesma forma, nos proporciona “maior flexibilidade para organizar a rotina e maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Tudo isso, sem falar na economia do tempo de deslocamento até a Sede, resultando em aumento da qualidade de vida do servidor”. Júlia Bittencourt, do Setor Financeiro, também acha que a modalidade proporcionou melhor desempenho ao trabalho. “Sem dúvida, foi a melhor alternativa, devido à situação que estamos vivendo hoje. Um momento de priorizar a saúde de todos, dos profissionais de economia e da nossa própria”, ressalta. A colega Michelle Gomes, responsável pelo Setor de Registro, lembra que está atuando, direto de sua casa, com um sistema para pesquisa que possibilita continuarmos fornecendo o mesmo suporte aos economistas, aos novos economistas e aos bacharéis, “com a mesma qualidade, eficiência e segurança, e com a rapidez na resposta que daríamos se estivéssemos na Sede”. Cláudia Pacheco, do Setor de Cobrança, também concorda com os colegas. O trabalho remoto nos trouxe mais concentração e maior capacidade de organização de nossas atividades dentro do nosso dia a dia. “Tudo o que, tradicionalmente se faz na sede do Conselho, estamos conseguindo fazer em casa, com menos atropelo, economia de tempo e mais planejamento”, conclui.

E, sobre mais uma evolução, que lança o Corecon-RS no trabalho totalmente remoto, o presidente do Conselho, economista José Junior de Oliveira, fala em entrevista.

junior1Como iniciou a ideia do home-office com os servidores do Conselho, iniciada há alguns meses?

A ideia surgiu da necessidade de distanciamento social provocada pela pandemia do novo Coronavírus. A partir de meados de março de 2020, a situação estava presente e tínhamos que decidir por preservar a saúde dos servidores sem comprometer o andamento das atividades do Conselho, principalmente nesse período do ano que é onde entra a grande maioria de nossas receitas de anuidades e também novos economistas que estão se formando nas Universidades. Ou seja, nossos serviços não poderiam parar, mas teríamos que nos adaptar a essa nova realidade.

Como foi a receptividade por parte dos servidores?

A receptividade foi excelente, principalmente por considerarem que nosso intuito era, em primeiro lugar, preservar a saúde dos colaboradores, mas não poderíamos deixar de atender os economistas e dar continuidade nos trabalhos e isso foi muito bem entendido pela equipe.

O home office está conseguindo atender a todas as demandas dos economistas?

Aqui é importante destacar que essa situação que estamos vivendo fez, não somente o Conselho, mas todas as empresas, órgãos públicos e privados, repensarem a maneira de trabalhar. O Home Office não era a nossa realidade e isso não estava no radar, por isso não estávamos preparados para o teletrabalho. Agora, as atividades vêm sendo realizadas quase que totalmente de forma remota, com os colaboradores acessando o computador central direto de suas casas. Ainda existem algumas atividades, em torno de 5%, que ainda não podem ser realizadas de casa, o que irá ocorrer em seguida. Acredito, sim, que vem atendendo bem os economistas, mas é evidente que precisamos aprimorar. O que pode ocorrer ainda nesse momento de transição e de adaptação a essa nova realidade é demorarmos um pouco mais para atender a todas as solicitações, mas nosso objetivo é atender a todas as necessidades dos nossos colegas economistas e melhorar o atendimento conforme vamos nos adaptando. Ainda temos algumas atividades que necessitam ser realizadas fisicamente, mas o importante é que, gradativamente, estamos evoluindo para que tudo possa ser realizado remotamente. Evidente que isso envolve uma série de atitudes e investimentos a serem realizados, como em tecnologia de informação, segurança dos sistemas e disponibilidade dos servidores que acataram muito bem essa nova forma de trabalhar. Mas todas as demandas dos economistas estão sendo, e devem ser atendidas, desde que dentro do escopo de atuação do Conselho.

O que levou o Conselho a avançar para o trabalho remoto?

Inicialmente, como colocado acima, o que nos levou ao trabalho remoto foi a necessidade de fazer com que os servidores pudessem trabalhar, sem se exporem ao contágio da Covid-19. Então, a partir do bom andamento das atividades e de verificarmos que, em alguns casos aumentamos a produtividade e a eficiência do trabalho, conseguimos inclusive otimizar processos e repensar muitas tarefas que eram feitas de maneira menos produtiva e eficiente, entendemos que estamos obtendo ganhos.

O Corecon-RS tem sido pioneiro em uma série de iniciativas. Já participou de formaturas on-line, está promovendo reuniões-plenárias virtuais, as lives, trabalho remoto. Tudo, com resultados muito positivos. Qual o próximo passo, enquanto perdurar esse cenário de pandemia?

Bem, o que estamos conseguindo fazer é atuar para que o Conselho desempenhe seu verdadeiro papel, que é atender e estar do lado dos nossos colegas economistas para que se sintam acolhidos pela Entidade que os representa. Acredito que o grupo de colaboradores é excelente e absorveu a ideia dessa nova forma de trabalhar. Também não posso deixar de destacar o papel fundamental do nosso vice-presidente Aristóteles Galvão, que não tem medido esforços e dedicação para a Entidade, desde a idealização e atuação nos vídeos e lives, nas redes sociais e na parte administrativa do Corecon. Estamos buscando a cada dia ficar mais próximos das Universidades e dos novos e futuros economistas, pois eles serão o futuro da nossa profissão e do seu órgão de representação. Também, não posso deixar de destacar que os Conselheiros têm nos apoiado de forma incondicional nesses trabalhos que são de todos e para todos os economistas. Fomos pioneiros em muitas coisas e atuamos na crise para que o Conselho tenha o protagonismo necessário e desenvolva seu papel. Acredito que com o cenário que estamos vivendo, teremos muitos novos passos, pois estamos aprendendo a cada dia. Entendemos que a partir dessa pandemia trabalharemos de maneira diferente. O mundo não será mais o mesmo e precisaremos estar adaptados. Essa versatilidade que conseguimos apresentar deve nortear nossos próximos passos, que devem seguir na linha de melhorar o acesso aoConselho e serviços para os economistas através da web (site), redes sociais e canais que possibilitem nos aproximarmos cada vez mais dos economistas, que são a razão de existir do Corecon-RS.

 Leia a entrevista "Do distanciamento social ao trabalho remoto" também na Coluna Economia em Dia

LIVE: “Contratos bancários e o pós-pandemia”, com os economistas e peritos Ademir Tenfen e João Borin, e o economista perito e advogado Edilson Aguiais


Os economistas e peritos ADEMIR TENFEN e JOÃO BORIN e o economista perito e advogado EDILSON AGUIAIS participam de live, nesta quinta-feira, dia 25, às 19 horas. Abordarão o tema “Contratos bancários e o pós-pandemira”, dentro do projeto “Força-tarefa: economistas falam à sociedade gaúcha”, promovido pelo Corecon-RS.

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Ademir Tenfen
É economista e especialista em Finanças pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pós-graduado em Perícia e Avaliação Econômica, Contábil e Atuarial pela Universidade Positivo. Atua como Assistente Técnico e Perito Judicial em Florianópolis/SC, coordenador do Núcleo de Perícia do Corecon-SC.


João Roberto Borin
Graduação em Economia pela Universidade de Ijuí (Unijui) e direito pela Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI). Especialização em economia monetária, Mestre em Economia UFRGS. Professor universitário por 16 anos, Perito e assistente técnico desde 1996.

Edilson Aguiais
Economista, Mestre em Agronegócios pela Universidade Federal de Goiás (UFG), MBA em Perícia e Auditoria Econômico-financeira pelo IPOG, Especialista em Gestão Financeira e Controladoria. Advogado, com foco no atendimento a empresas e pós-graduando em Direito Tributário e Empresarial. Foi vice-presidente do Corecon-Go, presidente da Associação dos Economistas do Estado de Goiás (Asecon-GO), conselheiro Efetivo do Corecon-GO. É professor na PUC-GO, consultor em Investimentos e Finanças na AGUIAIS Finanças, projetista e Perito Judicial em diversas Varas Cíveis do TJ-GO.

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