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Formação do Economista é tema de Workshop apresentado pelo Corecon/RS

 

Por ocasião do 8º Encontro de Economia Gaúcha, ocorrido nos dias 19 e 20 de maio último, na Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), coube ao Corecon a apresentação do workshop “Corecon/RS e a formação do Economista”. As exposições foram feitas pela presidente do Conselho, economista Simone Magalhães, pelo conselheiro do Corecon/RS e pesquisador da FEE, economista Alfredo Meneghetti Neto, e pelo consultor da Companhia de Participações (CRP), economista André Lenz.

simone1Simone Magalhães falou sobre o perfil do economista e o mercado de trabalho. Disse que iniciativa e vontade de se informar e de se qualificar inicia ainda durante o curso, quando surgem diversas oportunidades de aprimoramento e preparação, que serão fundamentais na futura formação do profissional da economia. Falou da crise que o País está vivenciando e afirmou que “É o melhor momento de nós plantarmos nossas sementes e de construirmos a nossa caminhada”. Explicou que, enquanto muitas universidades gaúchas vêm registrando redução de alunos matriculados em diversos cursos, também vêm detectando aumento significativo na procura pelo curso de Economia. Lembrou que empresas de destaque hoje no País têm se utilizado do economista para desempenhar atividades ligadas à gestão, o que acontece em função de sua melhor preparação teórica para enfrentar o mercado de trabalho. Disse que a Economia possui 49 macro áreas de atuação profissional, cada uma com suas diversas sub áreas de atuação e citou alguns exemplos, como a Perícia e seus diversos nichos para atuação do economista. Falou da Pesquisa de Clima feita pelo Corecon/RS no início deste ano, com o intuito de melhor conhecer as ansiedades e necessidades do economista gaúcho, onde se detectou, além de outras informações importantes, que muitos estudantes de economia não se aprimoram por falta de interesse. “O profissional de economia tem muita vantagem no mercado de trabalho, em função de sua forte formação teórica e deve aprender, na prática, a otimizar o conhecimento teórico adquirido na faculdade”, disse. Lembrou que o Corecon/RS está realizando iniciativas muito importantes, que vêm ao encontro das necessidades e preparação dos economistas para melhor enfrentar o mercado de trabalho, como convênios com instituições educacionais e de pesquisa, assim como parcerias com empresas públicas e privadas. Simone concluiu sua apresentação fazendo um convite aos presentes para visitarem e conhecerem a Entidade.

 

andre1André Lenz iniciou sua apresentação falando sobre as áreas de autação da CRP Companhia de Participações e apresentou gráficos sobre os diferentes perfis de investidores e como é analisado o universo que envolvem as empresas com o intuito de fazer a avaliação para investimentos. Falou sobre as relações com os clientes e de metodologias utilizadas para o aprimoramento das empresas, restruturação de suas dívidas e preparação para o acesso ao capital. Ressaltou, ainda, a importância de o profissional conhecer a realidade dos números que envolvem a empresa do seu cliente e as dificuldades a serem enfrentadas de forma a garantir o sucesso das empresas. Lembrou, ainda, que as empresas devem estar preparadas para conhecerem profundamente o seu mercado e encerrou sua apresentação falando sobre a importância do gerenciamento através de indicadores e metas.

 

 

meneghetti

O conselheiro do Corecon/RS, professor da PUCRS e pesquisador da FEE fez uma apresentação de dados extraídos de pesquisa sobre o perfil dos economistas no RS, que demonstram, entre outras informações, que as 18 faculdades de Economia existentes no estado foram, atualmente, uma média de 400 novos profissionais por ano. Disse que, nos últimos anos, tem ocorrido um aumento de cargos genéricos, como assessores financeiros e investimentos, analistas financeiros, dirigentes de políticas e planejamento e de dirigentes financeiros, que acabam gerando um enfraquecimento da inserção do economista no mercado de trabalho. Lembrou, no entanto, como significativos, os avanços conquistados pela Lei nº 14.540, de abril de 2014, que exige a comprovação do registro profissional para acesso a concurso público no estado. Através de gráficos, demonstrou que a população de economistas masculinos no RS é de 3,2 mil homens e 852 mulheres, sendo que cerca de 2,5 mil economistas possuem idades que variam de 40 a 75 anos, perfazendo uma média de 56 anos para o gênero masculino e de 45 anos para o feminino. Disse, ainda, que as mesmas projeções demonstram uma evolução das faixas etárias nos próximos 20 anos, com uma renovação da categoria, com a entrada de economistas com idade média bem mais baixa dos que vêm atuando no mercado atualmente.

Acesse 8º Encontro de Economia Gaúcha