CORECON/RS mobilizado contra autuações da prefeitura de Porto
Alegre a profissionais com empresas constituídas
O
CORECON/RS e os Conselhos Regionais de Contabilidade,
Administração, Economia, Medicina, Engenharia e a OAB estão
engajados contra autuações que os profissionais, registrados
nestas entidades, com empresas constituídas vêm recebendo por
parte da fiscalização municipal de Porto Alegre, referente ao
recolhimento do ISSQN. O primeiro encontro ocorreu no mês de
abril.
Em continuidade
a este trabalho, os representantes do CORECON/RS, CRC/RS e OAB/RS
estiveram reunidos nesta terça-feira, 23 de junho, com o
Secretário Municipal da Fazenda de Porto Alegre, Cristiano Roberto
Tatsch, com o Secretário Adjunto
Zulmir Ivânio
Breda e demais diretores e procuradores daquela Secretaria. O
CORECON/RS foi representado pelo seu presidente, José Luiz Amaral
Machado, e pelo fiscal, economista Antonio Pedro Hickmann.
Cristiano Tatsch destacou que este tema passaria a ser estudado
para ver as possibilidades de alterações e que poderá chamar os
Conselhos para auxiliá-los nessa tarefa.
No que diz
respeito ao ISSQN, a fiscalização municipal está desconstituindo
as contribuições por alíquota fixa dos profissionais reunidos em
sociedade, passando a cobrar o tributo sobre o faturamento da
empresa.
O assunto em
pauta diz respeito principalmente a uma ofensiva muito forte por
parte da fiscalização da Prefeitura de Porto Alegre no que se
refere ao recolhimento do ISSQN das sociedades de profissionais,
vez que o recolhimento com base em alíquotas fixas tem sido
refutado pela fiscalização municipal a pretexto dos mais variados
argumentos da fiscalização, passando a autuar as empresas com base
no faturamento, aplicando multas de até 75% sobre o valor da
contribuição, retroativo aos últimos cinco anos. Os profissionais
reunidos em sociedade têm sido autuados pela municipalidade por
razões criadas numa legislação municipal contrária ao normativo
federal e em outros aspectos subjetivos.
As entidades
representativas de profissionais estão bastante apreensivas com
este cenário de fiscalização, o qual tem sido alvo de inúmeras
queixas nos Conselhos de Fiscalização Profissional. O assunto é de
tal modo preocupante que as autuações têm alcançado cifras muito
elevadas e isto tem causado temor e profunda inconformidade dos
profissionais unidos em sociedade.
O CORECON/RS
alerta aos profissionais com empresas constituídas para que
acompanhem o andamento do assunto.