Presidente do CORECON/RS coordena debate em evento da AKB

O II Encontro Internacional da Associação Keynesiana Brasileira (AKB), que iniciou no dia 9 e termina hoje, 11 de setembro, está debatendo a “Instabilidade Financeira e Capitalismo Contemporâneo”. O evento ocorre na Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.

A crise e suas repercussões sobre a economia global estão sendo analisadas e debatidas por reconhecidos profissionais de várias áreas das ciências sociais, do Brasil e do exterior, nas sessões: "A crise financeira mundial e os rumos do Keynesianismo", "Somos todos Keynesianos? Perspectivas para a teoria Keynesiana" e "As repercussões da crise financeira sobre a América Latina e o Brasil".

Machado coordenou a apresentação de trabalhos na sessão que abordou Crescimento Econômico e Ciclos

O presidente do CORECON/RS, José Luiz Amaral Machado, coordenou, no dia 10, uma das sessões ordinárias, com apresentação de trabalhos, que tematizou: Crescimento Econômico e Ciclos. Integraram esta sessão: Daniela Viana da Costa (UnB), com o trabalho “Estado e vulnerabilidade externa em países periféricos: algumas considerações sobre a América Latina e Ásia”; Flavio Pinto Bolliger (IBGE-RJ), apresentou “Geração de renda na perspectiva da demanda efetiva e sua mensuração”; Roberto Salvador Santolin (CEDEPLAR/UFMG), com o tema “Liberalização financeira e crescimento econômico de longo prazo: teoria, modelo e evidências recentes para as economias emergentes”, e Anderson M. Teixeira (UnB/CNPq) e Fabrício José Míssio (UEMS/CEDEPLAR/UFMG) apresentaram “O ‘novo’ consenso macroeconômico e alguns insights da crítica heterodoxa”.

Informações no site: www.ppge.ufrgs.br/akb/encontro-2009.asp

Participação do presidente do CORECON/MG

 

Os presidentes do CORECON/MG, Wilson Siqueira;  da AKB, Fernando Ferrari; e do CORECON/RS,

 José Luiz Amaral Machado, durante o II Encontro Internacional

 O II Encontro Internacional da AKB trouxe a Porto Alegre diversos economistas renomados para integrarem a programação do evento como palestrantes ou coordenadores.

Entre estes, participou do Encontro o presidente do Conselho Regional de Economia de Minas Gerais, Wilson Benício Siqueira, que coordenou a sessão Regime cambial e controle de capitais.

Em entrevista para o Boletim do CORECON/RS, o economista Wilson Siqueira, que atua como professor em pós-graduação em Economia, considerou muito positiva a realização de eventos como este, pois “estimula o debate sobre a crise e sobre a economia brasileira, incentivando a formulação de novas políticas econômicas”. Ele salientou que esta iniciativa é uma excelente oportunidade de conhecimento para os estudantes, pois mostra uma visão pluralista das ciências econômicas, mais representativa do que a visão neoliberal de rumo único que levou a economia americana à crise.

Questionado sobre a profissão, o professor Wilson destacou, primeiramente, a formação do economista. Ele acrescenta que este curso superior tem sua importância na sociedade, pois visa construir e formar profissionais voltados para o interesse de ampliação da cidadania, com equilíbrio social através do desenvolvimento econômico, com distribuição de renda e empregabilidade.

Wilson Benício Siqueira observou que o mercado está muito bom para os economistas, há trabalho em todos os setores de atividade econômica. Anualmente saem das universidades brasileiras aproximadamente seis mil bacharéis em Economia que, segundo ele, é um número pequeno em relação a outras áreas. A procura pelo Curso Superior em Economia é limitada por ser mais complexo e diferente dos demais, exige estudos e uma construção de visão mais holística da realidade, e não imediatista, como em outras áreas, avalia Wilson.

O economista mencionou o trabalho realizado pelo CORECON/MG que tem como proposta transformar o Conselho na plataforma do economista mineiro, incentivando debates, produção de livros, estimulando estudantes de nível médio a fazer vestibular para Economia e a sociedade entender melhor o que é educação financeira, analisando, diagnosticando e propondo mudanças na economia regional mineira. Wilson finaliza a entrevista com uma frase de efeito: “Nosso objetivo é transformar o Conselho de cartório em casa do economista” .

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