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Morre o economista Eugênio Cánepa

É com pesar que este Conselho de Economia informa o falecimento do economista e ex-conselheiro do Corecon-RS, Eugênio Miguel Cánepa, ocorrido na madrugada de quarta-feira, dia 24 de março, em Porto Alegre. Cánepa estava hospitalizado para tratamento de um câncer, contra o qual lutava já há muitos anos.

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Teoria Econômica: Regional e Urbana, pela Universidade de São Paulo (USP), Cánepa foi pesquisador da Fundação de Ciência e Tecnologia do RS (Cientec), onde aposentou-se, e foi conselheiro do Corecon-RS. Tinha larga experiência na área de Economia, com ênfase em Economia da Tecnologia, e destacou-se junto à comunidade gaúcha e brasileira, especialmente ligada ao meio ambiente, pelos seus inúmeros trabalhos voltados ao direito das águas e uso dos recursos hídricos. Nascido na Argentina, Cánepa chegou ao Rio Grande do Sul ainda jovem, quando foi aprovado no vestibular de Medicina da UFRGS, migrando, logo em seguida, para Ciências Econômicas, que passou a ser o seu grande sonho. O economista deixa a esposa Mercedes, duas filhas e netos.

O presidente do Corecon-RS, economista Mário de Lima, lamentou o falecimento do professor e um dos seus mentores na discussão de políticas públicas e gestão dos recursos hídricos, que serviu de referência na sua tese de doutorado e às discussões voltadas ao novo marco regulatório do saneamento. “É com tristeza que o Eugênio Cánepa nos deixa, não apenas a nós, economistas, mas à toda a sociedade gaúcha, que hoje já colhe, diariamente, os frutos de sua incansável luta pela sustentabilidade ambiental, especialmente, por ter sido o percursor no Estado, da observação dos aspectos econômicos para o uso racional dos recursos hídricos. Deixa um legado que certamente será levado adiante por todos aqueles que pesquisarem sobre o uso racional das águas", afirmou o presidente.