"Crise e mercado de trabalho no cenário de incerteza" é tema do Economia em Pauta, na Unisc

O professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e conselheiro do Corecon-RS, economista Felipe Garcia, será o palestrante da próxima edição do Economia em Pauta, que acontecerá nesta quarta-feira, dia 25, na Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), em Santa Cruz do Sul. Falará, às 19 horas, no miniauditório do Bloco 53, sala 5328, sobre “A crise como oportunidade: o mercado de trabalho do Economista no cenário de incerteza”. Na oportunidade, também se farão presentes o presidente do Corecon-RS, economista Rogério Tolfo, e o conselheiro Aristóteles Galvão.

Felipe Garcia é bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS, e mestre e doutor em Economia pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas. É membro do corpo permanente e coordenador do mestrado em Economia do Programa de Pós-Graduação em Organizações e Mercados (PPGOM-UFPel). Tem experiência como pesquisador assistente do Centro de Estudos em Microeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (C-micro/EESP-FGV), como pesquisador assistente da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), como consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e como Pesquisador Visitante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Atualmente, seus trabalhos se concentram na área de avaliação de políticas públicas e em microeconomia do desenvolvimento.

 

Nota do Corecon ao Governo do Estado do RS

Excelentíssimo Governador do Estado do RS,

O Conselho de Economia da 4ª Região – CORECON-RS congrega 4.000 economistas e acompanha a formação de outros 3.000 estudantes de Cursos de Economia do Estado do Rio Grande do Sul.

Convencido da necessidade de um Estado mais moderno e eficiente, o Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul entende que o papel do Estado deve focar em atividades que a sociedade civil e os agentes privados não são capazes de executar plena e adequadamente. Para cumprir este propósito necessitam os governos planejar ações de curto, médio e longo prazo com base em indicadores e estudos nos quais a participação do profissional Economista é fundamental.

A produção de estatísticas e indicadores econômicos como, por exemplo, o PIB possui uma natureza que a configura como um bem público, não rival e não excludente, que cresce em relevância quando transformado em conhecimento comum, a todos acessível. Por esse motivo, o CORECON-RS entende que a produção de estatísticas que possuem essas propriedades é de responsabilidade do Estado.

Com fundamento em tais premissas, o CORECON-RS respeitosamente questiona o planejamento que fundamentou a decisão de dispensar Economistas concursados nas Fundações em processo de extinção, sem que esta ação represente efeitos significativos na redução do gasto público, enquanto, simultaneamente, abre concurso em outros órgãos governamentais. Os economistas que o governo pretende dispensar, em sua maioria mestres e doutores, representam investimento em capital humano e possuem vasta experiência na execução de atividades de elaboração e análise de indicadores econômicos. Manifesta-se assim este Conselho, pelo cuidado na preservação do conhecimento, da experiência e da memória destes profissionais que por anos trabalharam para subsidiar as políticas públicas do Estado do Rio Grande do Sul, em governos de diferentes matizes ideológicas, colaborando para o seu aperfeiçoamento e atração de investimentos.

Por fim, o CORECON-RS se coloca ao inteiro dispor do Governo do Estado para auxiliar na busca de soluções que compatibilizem objetivos da administração pública e de toda sociedade gaúcha.

Cordialmente,

Conselho Regional de Economia do RS

COMUNICADO CORECON-RS


O Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Sul (CORECON-RS) vem explicitar que se mantém fiel às suas atribuições dispostas no Artigo 36 do Decreto Nº 31.794/52, listadas abaixo:
a) organizar e manter o registro profissional do economista;
b) fiscalizar o exercício da profissão de economista dentro das normas baixadas pelo CFEP;
c) expedir a carteira de identidade profissional;
d) realizar o programa de atividades elaboradas pelo CFEP no sentido de disseminação da técnica econômica nos diversos setores da economia naciona,l promovendo estudos e campanhas em prol da racionalização econômica do país;
e) elaborar o seu regimento interno para exames e aprovação do CFEP;
f) aplicar penalidades;
g) arrecadar as multas, anuidades, taxas e demais rendimentos, bem como promover a distribuição das cotas previstas nos artigos 31 e 37.

O CORECON-RS também ressalta a necessidade do Conselho Federal de Economia (COFECON) manter-se fiel às suas atribuições, dispostas no Artigo 30, do Decreto Nº 31.794/52, listadas abaixo:
a) organizar o seu regimento interno;
b) promover estudos e campanhas em prol da racionalização econômica do país;
c) elaborar anualmente um programa das atividades definidas neste Regulamento programa que servirá também de base para todos os Conselhos Regionais;
d) aprovar o orçamento e suas alterações, bem como os créditos adicionais;
e) autorizar operações referentes às mutações patrimoniais;
f) criar cargos, funções e fixar vencimentos e gratificações, bem como aprovar o regulamento de promoções e suas alterações, quando julgadas necessárias;
g) julgar as obras ou trabalhos previstos na alínea "b" do artigo 47, do Capítulo – da Habilitação – após o pronunciamento da Comissão de Professores, especialmente designada;
h) organizar os C.R.E.P., fixando-lhes a composição, a jurisdição e a forma de eleição de seus membros;
i) examinar e aprovar os regimentos internos dos CREP, podendo modificá-los no que se tornar necessário a fim de manter-se a respectiva unidade de ação;
j) julgar em última instância os recursos de penalidades impostas pelos CREP e promover a responsabilidade dos economistas nos casos previstos no artigo 5º;
k) tomar conhecimento de quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais e dirimi-las;
l) tomar todas as providências que julgar necessárias para (como responsável que é pela orientação e disciplina das Conselhos Regionais) manter uniformemente, em todo o país, a necessária e devida orientação dos referidos Conselhos;
m) homologar ou não a expedição dos títulos de habilitação profissional, concedidos pelos CREP;
n) servir de órgão de consulta do Governo, em assuntos de natureza econômica.

A disseminação de opiniões sobre a situação política brasileira atual, em nome dos Conselhos, não é uma das atribuições destas Autarquias, e manifestações que expressem as preferências partidárias dos ocupantes de cargos possuem o efeito de diminuir o prestígio destas entidades. Assim, o CORECON-RS reitera que sejam observados os ritos apropriados na elaboração de notas emitidas pelo COFECON e que estas estejam de acordo com as suas atribuições legais. Quaisquer atividades que não sigam estes pré-requisitos estão eivadas de suspeita quanto à utilização político-partidária do Sistema e não possuem a devida legitimidade.

Por fim, O CORECON-RS reforça que segue firme na defesa da profissão de Economista, com equilíbrio e maturidade, dentro das suas atribuições legais, buscando unir todos os Conselhos Regionais na promoção e divulgação da nossa nobre atividade.

Econ. Rogério Vianna Tolfo
Presidente do CORECON-RS

Econ. Bruno Breyer Caldas
vICE-Presidente do CORECON-RS

“Perspectiva do mercado financeiro brasileiro: Comprar ou vender?” é o tema do Economia em Pauta, dia 16, na PUCRS

 

economia em pauta“Perspectiva do mercado financeiro brasileiro: Comprar ou vender?” é o tema da edição de maio do Economia em Pauta, que acontecerá no dia 16 de maio (quarta-feira), às 17h50min, no Auditório do 9º andar do Prédio 50 da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS). Numa promoção do Corecon-RS, com o apoio da Faculdade de Ciências Econômicas da PUCRS, o evento terá como palestrante o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – Seccional Sul (Apimec-Sul), economista José Junior de Oliveira, que falará abordará a perspectiva do Mercado Financeiro Brasileiro em um ano eleitoral e as melhores estratégias sob a ótica de um profissional de mercado.
Será fornecido um certificado de 2 horas complementares aos estudantes que participarem do evento.
Entrada gratuita!
Maiores informações pelo fone (51) 3254.2608 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. , ou na Secretaria da FCE/PUCRS.

 

 

PUCRS sedia Corecon Acadêmico

brunoCom o apoio do Curso de Ciências Econômicas da PUCRS, o Corecon-RS realizou, na noite da última segunda-feira, dia 16, mais uma edição do Corecon Acadêmico. Participaram o presidente do Corecon-RS, economista Rogério Tolfo, o vice-presidente e professor da PUCRS, economista Bruno Breyer Caldas, e o Economista-Chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz. Para um público formado por estudantes e que contou também com a participação de docentes, abordaram “A atuação profissional do economista”.

Bruno Caldas iniciou sua fala comentando a extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE) pelo Governo Sartori, o que qualificou de lamentável, pela relevância dos estudos e pesquisas que a instituição produz para a sociedade e porque fere princípios básicos do entendimento de um bem público, que são as suas características de bem não-rival e não-excludente. Falou sobre a graduação, mestrado e doutorado e que depois de todos esses anos de estudos científicos de economia e finanças descobriu, por exemplo, que as tomadas de grandes decisões, como investir em uma nova máquina em expansão ou uma nova fábrica, partem de análises a partir de ferramental teórico abstrato da economia, que se aprende ao longo dos estudos. Citou, na física, a teoria newtoniana da queda de objetos no vácuo que serve como base para a vida cotidiana, “mas que é imperfeita, e que a partir dela que a gente inclui as restrições do mundo real”. Disse que, com posse desse ferramental abstrato, o economista consegue criar análises de prospecção para as soluções exigidas pelo mundo real e entender o funcionamento da economia. Falou, ainda, sobre a importância de ferramentas consideradas essenciais para o conhecimento de técnicas de quantificação das relações dentro das empresas. “Temos que conhecer, por exemplo, através da econometria, os métodos quantitativos para mensurar as relações entre as variáveis”. Falou sobre o novo cenário de evolução dos dados, através da Data Science, e enfatizou, ainda, instrumentalizações necessárias para o melhor enfrentamento do mercado atual, como o conhecimento de ambientes integrados para cálculos estatísticos e gráficos, como programação R, assim como o domínio do Excel e Stata. Alertou para o uso do senso comum, sabendo perceber os impactos negativos e positivos das políticas econômicas que as pessoas normalmente não percebem. “Assim começaremos a construir, dentro das empresas, decisões econômicas corretas, através de planejamento estratégico com base em conhecimentos mais diversos da economia”, concluiu.


tolfoO presidente Rogério Tolfo explicou que concluiu o ensino fundamental muito jovem, aos 16 anos de idade, sem saber o que queria cursar na faculdade. Iniciou seus estudos na PUCRS, em Engenharia, onde cursou ao longo de dois anos, mas que foi o contato com a cadeira “Economia para Engenheiros 1”, que o fez cursar Economia. Como estagiário da FEE, lotado no Núcleo de Estudos Agrários, iniciou o desenvolvimento de grandes aprendizados e, consequentemente, oportunidades no mercado de trabalho. Ressaltou a importância do estágio ao longo do Curso, como a melhor forma de entrada no mercado de trabalho. Explicou que a experiência adquirida na FEE acabou gerando proposta para atuação em uma empresa de consultoria no setor agrícola, que atuava com compra e venda de grãos. Em função disso, acabou declinando de outra proposta, que era a realização do mestrado e a consequente oportunidade para a carreira acadêmica. Dois a três anos depois, foi trabalhar numa empresa de consultoria na área financeira, que captava recursos de longo prazo no sistema BNDES para investimento fixo e incentivos fiscais para seus clientes, elaborando projetos de viabilidade econômico-financeira e cartas consultas. Recebeu proposta para formar, junto com outros colegas, a própria empresa de consultoria, onde atua até os dias de hoje como profissional liberal, atuando nesse mesmo mercado e no de fusões e aquisições, em parceria com outros profissionais e empresas do segmento. Mesmo tendo recebido propostas para migrar a sua atividade profissional, optou por seguir no segmento de consultoria. “Por isso a importância de o estudante ou profissional estar sempre atento às inúmeras opções e alternativas que batem a nossa porta”, disse, lembrando a necessidade da constante atualização, muito estudo e do domínio da língua inglesa. Finalizou, chamando a atenção para as novas áreas que veem surgindo no mercado de trabalho, em especial a de inovação e tecnologia. “Trata-se de um vasto campo de atuação para o economista”, concluiu.

antonio“O economista é formado por duas características: o lugar onde se forma e a pessoa que é”, afirmou o Economista-Chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, que iniciou sua fala ressaltando o comportamento das pessoas diante do conhecimento que acumulam. Elogiou a qualidade de ensino proporcionado pela Faculdade de Ciências Econômicas da PUCRS, dizendo que se graduou e fez mestrado pela UFRGS e que está cursando o doutorado na PUCRS. “Eu não teria vindo para cá se não tivesse certeza de que aqui eu aprenderia muito”, disse. Ressaltou a importância da humildade, seja no aprendizado ou na capacidade de ouvir e de aprender com os profissionais mais velhos, “aqueles que fizeram há mitos anos atrás, aquilo que estamos fazendo agora”. Concluiu sua apresentação dizendo que o mercado tem muitas oportunidades para os economistas bons. “Mas só para os bons. Porque ele espera que as pessoas resolvam seus problemas”, acrescenta. Alertou, ainda, sobre a necessidade de evitar o “emburrecimento”, fugindo dos extremos e de, como profissional da economia, manter-se afastado dos políticos e da vinculação política. “Acho importante as pessoas terem suas vinculações e participarem daquilo que acreditam. O que não vejo como positivo é fechar os olhos para a realidade, deixando seu conhecimento técnico para um segundo plano”, afirmou. “Devemos usar nosso conhecimento para melhorar a política e não para justificar os erros daqueles que nos representam”, disse. Encerrou sua participação alertando os presentes sobre a excelência do mercado agro para a atuação dos economistas. “O setor agro, que gera muito dinheiro, tem muita carência de economista”, finalizou.

Também estiveram presentes no evento o conselheiro do Corecon-RS, economista Aristóteles Galvão, o ex-conselheiro, economista Vladimir Alves, o coordenador do Curso de Ciências Econômicas da PUCRS, economista e professor Gustavo Moraes, e o professor Carlos Nelson dos Reis.

Gustavo de Moraes e Diogo Chamum, nesta segunda, na GloboNews

A GloboNews transmitirá, na próxima segunda-feira, dia 16, às 22 horas, em rede nacional, matéria sobre a defasagem da tabela do IR. Participarão o coordenador do Curso de Ciências Econômicas da PUCRS, economista e professor Gustavo de Moraes, e o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do RS (Sescon-RS), Diogo Chamun.  Falarão sobre estudo do Projeto Gestão Pública Eficaz, que trouxe analises importantes sobre esse problema que afeta milhões de brasileiros.

Professora da Universidade do Algarve é palestrante em aula inaugural da UCS

 

A professora Cláudia Nunes Henrique, da Universidade do Algarve, de Portugal, foi a palestrante da aula inaugural de início de semestre do curso de Ciências Econômicas da Universidade de Caxias do Sul (UCS), na última terça-feira, dia 10. Abordou o tema da economia do turismo, que, segundo ela, tem um conceito múltiplo, sendo um “cluster” de atividades numa cadeia, que gera valor e riqueza.

Cláudia Henrique afirmou que a importância da economia do turismo faz com que existam variáveis consideradas como o ambiente de negócios, recursos humanos, culturais e naturais, e a infraestrutura do transporte aéreo e terrestre. Salientou que essas variáveis criam experiências memoráveis na cultura e na indústria turística, para desenvolver negócios no setor de viagens e turismo de um país específico. “A contribuição do setor do turismo para as novas metas de sustentabilidade da Agenda 2030, mostra que Portugal está bem posicionado, possuindo vários destinos reconhecidos como sustentáveis”, afirmou, ressaltando que existe indicador que mede os fatores que se tornam atrativos para a realização de investimentos, o TTCI, que foi desenvolvido e publicado pelo fórum Econômico Mundial, e que inclui vários países.

Ao finalizar, a professora ressaltou que a interconectividade do turismo com a economia é cada vez mais importante, quando bem gerida pode contribuir para o desenvolvimento sustentável na criação de empregos e que o turismo representa 10% do PIB mundial.

Além de alunos e professores, participaram do evento o presidente da Ecoserra, economista Tarciano Cardoso, e o delegado do Corecon-RS em Caxias do Sul, Milton Biazus, que representou a Entidade.

(Informações de Milton Biazus)

PUCRS sediará próxima edição do Corecon Acadêmico

O Corecon-RS estará promovendo, no dia 16 de abril (segunda-feira), na Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), mais uma edição do Corecon Acadêmico. Com o apoio da Faculdade de Ciências Econômicas da PUCRS, o evento acontecerá às 18 horas, no Auditório do 9º andar do Prédio 50 da Universidade.

O presidente do Corecon-RS, economista Rogério Tolfo, o vice-presidente, economista Bruno Breyer Caldas, e o Economista-Chefe do Sistema Farsul, Antonio da Luz, falarão sobre “A atuação profissional do economista”.

A entrada é gratuita.

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 32542608 ou pelo e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..">O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Conselheiro do Corecon-RS faz palestra na Agenda 20/20

O conselheiro do Corecon-RS, economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos foi o palestrante da reunião da Agenda 2020, ocorrida no dia 3 de abril, na sede da Agência de Desenvolvimento Pólo RS, em Porto Alegre. O economista falou sobre os diversos fatores que conduzem aos desequilíbrios orçamentários estaduais e as dificuldades em encontrar a solução.

Iniciou sua apresentação mostrando através de gráficos que no período 2003 a 2014 a receita corrente líquida (RCL) do RS cresceu apenas 3,2% em média, “excetuando-se período de receita extraordinário, que foram os anos de 2007 a 2010”. Falou do crescimento do PIB gaúcho abaixo da média nacional e do problema decorrente da interpretação, por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre a despesa com pessoal. “Se a despesa com pessoal tivesse sido considerada tal qual manda a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado não teria déficits e, ainda, estaria com disponibilidade para fazer o dobro dos investimentos”, afirmou. Disse que o equilíbrio na atual estrutura de despesa, vinculada à receita e não vinculada, só pode ser alcançado com uma receita 25% maior. Lembrou que o acordo da dívida feito em 2016, no médio e longo prazos, “poderia ter corrigido o problema, mas o governo estadual não teve condições de cumpri-lo, em função da ausência de recursos para enfrentar o curto prazo”.

O conselheiro do Corecon-RS citou, ainda, a despesa previdenciária como um grande problema a ser enfrentado, já que representa 29% de déficit e um desembolso de 36% da RCL, quando agregada a contribuição patronal. Explicou que 87% dos servidores aposentam-se com 25 ou 30 anos de contribuição, uma parte com idade mínima de 55 anos, a metade com 50 anos e quase uma quarta parte sem exigência de idade mínima. “Isso leva a um enorme desequilíbrio, no regime de repartição simples, como no de capitalização, cuja taxa de equilíbrio para a maioria seria muito superior àquela que o STF considera confisco”, concluiu, ressaltando a importância de o Estado aderir ao Regime de Recuperação Fiscal para conseguir enfrentar o cenário de curto e médio prazos.

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