Coordenadores de Cursos de Economia debatem Plano de Trabalho

Coordenadores de Cursos de Ciências Econômicas de todo o estado reuniram-se, na última quarta-feira, dia 13, na sede do Corecon/RS, em Porto Alegre. O objetivo do encontro, que se estendeu ao longo de todo o dia, foi a troca de experiências, práticas e ações, e o debate dos planos de trabalho programadas pelas diferentes instituições.

A reunião foi coordenada pela presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, que agradeceu a presença dos coordenadores e representantes dos cursos e fez uma apresentação das principais ações que já vêm sendo implementadas pela atual gestão, além das programadas para este ano. Falou sobre as mudanças nas áreas de Comunicação e operacionalização da Entidade, nominou os convênios e parcerias que o Conselho vêm fechando, a partir das diversas reuniões com instituições públicas e privadas do RS, que a Entidade vem fazendo desde janeiro último. Lembrou, ainda, o acompanhamento, por parte do Corecon/RS, às quase duas dezenas de formaturas dos cursos de Economia, ocorridas neste primeiro semestre, nas universidades da região metropolitana de Porto Alegre e do interior do estado. Apresentou o Plano de Trabalho do Corecon/RS, falou da importância da interatividade entre os cursos e a Entidade, e anunciou que as reuniões com os coordenadores dos cursos serão realizadas semestralmente, de forma a assegurar a continuidade das parcerias. Foram discutidos, ainda, a composição do Conselho Acadêmico, o Plano Nacional de Educação (PNE), a reaproximação do egresso com a universidade, o incentivo à qualificação do estudante e do profissional, o Encontro dos Cursos de Ciências Econômicas, que acontece dia 21 de maio próximo na Universidade de Caxias do Sul (UNISC), entre outros assuntos.

Além do conselheiro do Corecon/RS, economista Alfredo Meneghetti Neto, e do delegado federal, economista Henri Bejzman, estiveram presentes os coordenadores dos cursos de Ciências Econômicas, professores Tiarajú Freitas (FURG), Jaqueline Maria Corá (UCS), Marlene Kohler Dal Ri (Unijuí), Cláudia Katherine Rodrigues (Fadergs), Thales Viegas (UFSM/Campus Palmeira das Missões), Milton André Stella (PUCRS), Gisele Spricigo (Unisinos), Julcemar Bruno Zilli (UPF), Jaqueline Nogueira de Sá (Fahor), e o sub-coordenador Luiz Antonio Nascimento (Unisc).

A presidente do Corecon/RS comemorou o sucesso do encontro, dizendo que os resultados de ações, como estas, já começam a aparecer, na forma de participação e interação entre os estudantes e profissionais de Economia com a Entidade. “Isso demonstra que, embora a caminhada seja longa, estamos na direção certa, que é a qualificação cada vez maior do estudante de Economia e a ampliação do espaço para o profissional economista num mercado de trabalho, que se apresenta de forma cada vez mais competitiva”.

Corecon/RS reúne-se com Secretaria da Fazenda de PoA

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, reuniu-se, na última terça-feira, dia 12, com o secretário da Fazenda do Município de Porto Alegre, economista Jorge Tonetto. Também esteve presente o conselheiro Alfredo Meneghetti Neto.

Os representantes do Corecon/RS explicaram que a iniciativa faz parte do programa da Entidade, de visitas a instituições públicas e privadas do estado, com o objetivo de estreitar relacionamentos e desenvolver parcerias. "Nós, como economistas, temos a responsabilidade de participar, de forma efetiva, da construção do desenvolvimento das cidades e do Estado do RS", afirmou a presidente do Conselho.

O secretário Tonetto lembrou que as cidades que possuem uma renda per capita alta estão inseridas em processos tecnológicos. "A nossa vocação é gerar serviços de alta qualidade", disse. Falou da importância de ter a parceria do Corecon/RS em programas desenvolvidos pela Secretaria e ressaltou a relevância da economia da saúde para o desenvolvimento das cidades. " É muito importante trazer o profissional da Economia para o meio industrial da saúde", concluiu. 

Simone Magalhães garantiu que o Corecon/RS estará atento às demandas geradas pelo Município, assim como aos projetos de desenvolvimento da tecnologia na área da pesquisa e da saúde.

Corecon/RS cumpre agenda de três meses de formaturas pelo Rio Grande

 

Ao longo dos meses de janeiro, fevereiro e março, o Corecon/RS cumpriu extensa agenda de acompanhamento às formaturas dos Cursos de Ciências econômicas pela região metropolitana de Porto Alegre e interior do estado. Foram três meses, com participações em 16 solenidades de formaturas, representando a quase totalidade dos 17 cursos de Ciências Econômicas das universidades gaúchas. A iniciativa, que faz parte dos projetos estabelecidos pela nova gestão, tem como objetivo estreitar ainda mais as relações com os alunos e com as instituições acadêmicas.

São Leopoldo, Porto Alegre, Caxias do Sul, Rio Grande

No dia 9 de janeiro, o Corecon/RS esteve presente na solenidade de colação de grau do Curso de Ciências Econômicas da Unisinos, com a diplomação de 11 novos bacharéis em Economia. Participaram a presidente da Entidade, economista Simone Magalhães, e o conselheiro Eduardo Mendonça. 

No dia 22 de janeiro, a presidente Simone participou da solenidade de formatura do Curso de Ciências Econômicas da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUCRS), oportunidade em que se graduaram 26 alunos. No dia seguinte, em Caxias do Sul, aconteceu a solenidade de formatura integrada de cinco novos bacharéis, na Universidade de Caxias do Sul (UCS), que contou com a presença do ex-conselheiro e delegado do Corecon/RS, economista Milton Biazus.

No dia 13 de fevereiro, o Corecon/RS participou da solenidade do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), quando se diplomaram 11 alunos. Na oportunidade, além da presidente da Corecon/RS, economista Simone Magalhães, estiveram presentes os conselheiros Aristóteles Galvão e Eduardo Mendonça, além do conselheiro federal Henri Bejzman. Também prestigiaram a solenidade de formatura o presidente da Aeconsul, economista Sylvio Motta, o ex-conselheiro e professor da FURG, Paulo Lessa, e os economistas João Carlos Madail e Henrique Feijó, da Aeconsul, e o economista e empresário Samir Curi.

Na quinta-feira, dia 18, a presidência e conselheiros participaram da solenidade do Curso de Ciências Econômicas da UFRGS, em Porto Alegre, acompanhando a colação de grau de 21 alunos.

Santa Maria, Caxias do Sul


Na sexta-feira, dia 19, o Corecon/RS esteve presente na solenidade de diplomação dos 15 formandos do Curso de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Na oportunidade, a entidade foi representada pelo ex-conselheiro e professor Alexandre Reis, que acompanhou a formatura de 15 bachareis em Economia da Universidade.

 

No sábado, dia 20, o Corecon/RS esteve, mais uma vez, em Caxias do Sul, para a formatura de outros 10 novos bacharéis em Economia, pela UCS. Além da presidente Simone, estiveram presentes o conselheiro Aristóteles Galvão e o delegado do Corecon/RS, economista Milton Biazus, e o presidente da Ecoserra, economista Carlos Vanderlei Reis da Silva. Além de familiares, amigos e professores da UCS, também participaram da solenidade o vice-Reitor Odacir Deonisio Graciolli, a diretora do Centro de Ciências Sociais, economista Maria Caroline Rosa Gullo, e a coordenadora do Curso de Ciências Econômicas, economista Jacqueline Maria Corá.

Horizontina, Santa Cruz do Sul, Canoas

No sábado, dia 20, a presidência do Corecon/RS e os conselheiros se alternaram entre as solenidades da Faculdade de Horizontina (Fahor), da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e do Centro Universitário La Salle (Unilasalle), em Canoas. Na Fahor, acompanhou o ato de colação de grau de 12 formandos a presidente do Corecon/RS, e na Unisc, o conselheiro Leandro Höerlle representou a Entidade na solenidade de graduação de nove novos bacharéis.

Passo Fundo, Porto Alegre, Ijuí

No dia 26, foi a vez da Unipampa, oportunidade em que se formaram oito novos bacharéis de Economia. No sábado, dia 6 de março, foi a vez da Faculdade de Desenvolvimento do RS (Fadergs). Os dois eventos contaram com a participação da presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães.

No sábado, dia 12, aconteceu a solenidade de formatura de oito alunos, do Curso de Ciências Econômicas da Universidade de Ijuí (Unijuí), e dia 19, a da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Em Passo Fundo, onde ocorreram o ato de diplomação de 10 novos bacharéis em Economia, além de outros nove em gabinete, representaram o Corecon/RS a presidente Simone Magalhães, o conselheiro Rogério Tolfo e o conselheiro federal Henri Bejzman. Durante o evento, o diretor do curso, professor Eloi Dalla Vecchia destacou a presença da presidente e dos conselheiros da entidade e do Cofecon, e ressaltou a importância da escolha profissional, feita pelos novos bacharéis de Economia. A cerimônia também contou com a participação do coordenador do Curso de Ciências Econômicas da Universidade e diretor da Associação dos Economistas do Planalto Médio (asseplam), professor Julcemar Bruno Zilli.

"Como órgão máximo de representação dos economistas gaúchos, queremos estar cada vez mais próximos dos nossos profissionais. Saber o que pensam e conhecer seus anseios e necessidades, desde o início de sua formação, acompanhando-os ao longo de sua trajetória profissional", afirmou a presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães. Disse que o Corecon/RS reuniu esforços, junto a seus conselheiros, delegados regionais e suas Associações, para se fazer representar na quase totalidade das formaturas dos Cursos de Ciências Econômicas existentes no Rio Grande do Sul. "O que importa para nós é um Conselho mais próximo do estudante e do profissional, atendendo a suas expectativas e participando ativamente de sua formação e qualificação, visando à atuação cada vez mais efetiva  no mercado de trabalho", concluiu.

Nota Técnica sobre Inflação, Política Monetária e Crise Fiscal

 cofecon

 

 

CONSELHO FEDERAL DE ECONOMIA
NOTA TÉCNICA SOBRE INFLAÇÃO, POLÍTICA MONETÁRIA E
CRISE FISCAL

Redução da taxa básica de juros pelo Copom, condição para atenuar a crise fiscal

O IBGE divulgou hoje a taxa de inflação (IPCA) de março de 2016, de 0,43%, confirmando-se a trajetória declinante, após registrar 1,27% em janeiro e 0,90% em fevereiro.

Esse resultado ratifica que as causas da forte elevação do IPCA em 2015, quando alcançou 10,67%, não mais estão presentes: o forte reajuste dos preços administrados (18%) e o repasse aos preços da expressiva variação cambial. Ademais, o impacto da queda da massa salarial, da desaceleração do crédito e da atividade econômica concorrem para a contenção na variação dos chamados “preços livres”.

Reforça-se, também, a posição já adotada recentemente pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon) de que o País não enfrenta um problema de inflação de demanda, o que torna ineficiente uma política monetária de manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar tão elevado (14,25% ao ano) porque impõe custos excessivos à sociedade. A política monetária restritiva contribuiu para a acentuada retração do PIB, que alcançou 3,8% em 2015, e que pode inclusive se repetir, em magnitude similar, em 2016, com reflexos adversos sobre a geração de emprego e renda das famílias, um injustificável custo de desinflação por meio de desemprego e elevação explosiva do custo da dívida pública.

Projeções de mercado já apontam uma taxa de inflação, em 12 meses, em torno de 6,48%,
tangenciando o limite superior da meta, tornando viável o seu alcance ainda neste ano, não obstante os efeitos causados pela crise política. A projeção do índice para 2017 encontra-se hoje estimado em 6% pelo mercado e em 4,9% pelo próprio Banco Central. Ademais, a recente queda da taxa de câmbio certamente contribuirá para alcance de índice mais baixo de inflação.

No seminário “Crise fiscal, gastos com juros da dívida pública e auditoria da dívida”, promovido pelo Cofecon, foi apontada a política monetária em curso como elemento-chave para os maus resultados fiscais, por três razões principais: i) reduz os investimentos públicos, um dos principais indutores da atividade econômica, ao carrear grande parte dos recursos orçamentários para o gasto crescente com juros da dívida pública; ii) inibe os investimentos privados, pelo alto custo da captação de financiamento e pela atratividade representada pelos ganhos financeiros; e iii) inibe o consumo, ao elevar o desemprego e encarecer o crédito ao consumidor.

A forte retração da atividade econômica tem, inclusive, afetado significativamente a receita
tributária. Queda de receita e aumento de gastos com juros da dívida pública tiveram como consequência a explosão do déficit nominal, ameaçando o atendimento das crescentes demandas sociais da população pobre e acelerando o tão alardeado crescimento da dívida pública.

O Copom tem a oportunidade de, reconhecendo que o ambiente recessivo inibe novos aumentos de preços e as causas da inflação de 2015 estão se dissipando, fazendo com que a taxa de inflação encaminhese para o intervalo da meta, promover a imediata redução da Selic, que teria efeito positivo sobre as expectativas dos agentes econômicos e contribuiria para reverter o grave quadro econômico atual, evitando que novos brasileiros se incorporem às filas de desempregados.

Para retomarmos o crescimento econômico e superarmos a crise fiscal, é necessário que se inicie o processo de redução da taxa básica de juros. É o que o Brasil clama e precisa.

Conselho Federal de Economia, 8 de abril de 2016

 

Corecon/RS visita Sebrae e Afocefe

sebrae


A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, reuniu-se, na manhã de quarta-feira, dia 6, com o diretor-Superintendente do Sebrae/RS, economista Derly Cunha Fialho, e com o diretor-Executivo Julio César Ferrazza.

Simone Magalhães falou sobre as ações que o Corecon/RS vem desenvolvendo, como visitas às instituições públicas e privadas do RS, acompanhamento das solenidades de formatura dos alunos dos cursos de Ciências Econômicas das universidades do interior do estado e a elaboração de cursos que tenham o objetivo de melhoria e qualificação dos economistas e estudantes de Economia. Conversaram sobre a formação de parcerias entre as entidades, especialmente nas ações voltadas à interiorização.

afocefe

Também na quarta-feira, a presidente do Corecon/RS, acompanhada do conselheiro Alfredo Meneghetti Neto, visitou o Sindicato dos Técnicos Tributários do Estado do RS (Afocefe/Sindicato). Foram recebidos pelo vice-presidente da entidade Gilberto da Silva e pelo diretor de Comunicações Giugliano Medeiros.

Durante o encontro, foram discutidas a situação das finanças do Estado e a necessidade de ampliar a receita através do aumento dos investimentos em fiscalização ostensiva no combate à sonegação. Simone Magalhães falou das ações do Corecon/RS e concordou com a Afocefe de que a fiscalização pode ser uma das grandes saídas para a crise do RS. Do encontro, ficou acertado entre as entidades, ações conjuntas, que visem o estreitamento dos laços através de parcerias entre as entidades. Ficou acertado, também, a parceria na promoção de um concurso de artigos científicos, voltados a estudantes, graduados e pós-graduados, com temas voltados ao combate à sonegação.

Encontro de Economia Gaúcha: Prorrogado prazo para submissão de trabalhos


Encontram-se abertas as inscrições de trabalhos para o 8º Encontro de Economia Gaúcha, que acontecerá nos dias 19 e 20 de maio próximo, na PUCRS. O prazo para submissão de trabalhos foi prorrogado até o dia 17 de abril.

O evento, promovido e organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da PUCRS (PPGE) e pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), com o apoio do Corecon/RS, consolida-se como um dos mais expressivos espaços de debate sobre a economia estadual.

O objetivo do Encontro é propiciar a análise dos problemas econômicos do Rio Grande do Sul, sob uma perspectiva metodologicamente pluralista e tematicamente variada. Ele deve se constituir numa oportunidade de reflexão sobre temas variados, inserindo-se em diferentes tipos de discussão.

O evento destina-se a professores e pesquisadores, a alunos de Ciências Econômicas e áreas afins, bem como a profissionais da área de economia e público em geral.


Faça sua inscrição e confira mais informações no site do evento http://eventos.pucrs.br/eeg2016/

Corecon/RS e Apimec/Sul firmam convênio

A presidente do Corecon/RS, economista Simone Magalhães, e o presidente da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento em Mercado de Capitais do RS (Apimec/Sul), economista José Júnior de Oliveira, reuniram-se, no último dia 22, na sede da Apimec/Sul, para acertarem os detalhes de convênio entre as duas entidades, que possibilitará aos economistas e estudantes de Economia, registrados no Corecon/RS, descontos especiais na participação de cursos promovidos pela Associação.

Além da parceria em cursos, as duas entidades desenvolverão ações conjuntas, voltadas à promoção de palestras e outros eventos, que visem ao treinamento e qualificação de seus associados junto ao mercado de trabalho.

Também participou da reunião o conselheiro do Corecon/RS e professor da PUCRS, economista Alfredo Meneghetti Neto.

Abertas inscrições para o XXII Prêmio Brasil de Economia


PBE

Encontram-se abertas as inscrições para o XXII Prêmio Brasil de Economia, promovido pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon). 


O Prêmio aclamará os melhores trabalhos nas categorias Monografias de graduação, Dissertações de mestrado, Teses de dotorado, Artigos técnicos/científicos e Livros de Economia. Serão distribuídos, ao todo, R$ 48 mil em prêmios.

O Prêmio tem por objetivo estimular, em vários níveis, a reflexão crítica sobre a economia como ramo de conhecimento, primando por seu caráter aplicado, especialmente nas questões ligadas a aspectos econômicos, sociais e regionais da sociedade brasileira e a sua inter-relação com o exercício da profissão de Economista.

Os trabalhos podem ser inscritos de forma presencial, nos Conselhos Regionais de Economia ou pelo site do Prêmio na internet.

A cerimônia de entrega acontecerá durante o XXV Simpósio Nacional dos Conselhos de Economia, que acontecerá na cidade de Natal (PE), entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro.

Maiores informações no site www.cofeconorg.br/pbe

 

Previdência do Estado: “Não se resolverá o problema sem mexer na idade mínima,” afirma Darcy

O vice-presidente do Corecon/RS, economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, proferiu palestra, na última terça-feira, dia 22, na Fundação de Economia e Estatística. A palestra, que enfocou a situação previdenciária do Estado do RS, foi aberta pelo diretor-técnico da FEE, economista Martinho Lazzari, e contou com a mediação do economista Pedro Zuanazzi.

O professor Darcy iniciou sua apresentação demonstrando, através de gráficos, a atual estrutura do sistema previdenciário gaúcho. Disse que o déficit da previdência pública do estado, em termos de valor, encontra-se em torno de R$ 8,5 bilhões e que, da receita corrente líquida, o Governo gasta 38% com o pagamento inativos e pensionistas. Explicou que, como uma parte desse montante é paga pelos funcionários, restam cerca de 34% da referida receita, ficando o déficit em 26% da receita corrente líquida, descontada a contribuição patronal. “De cada R$ 3 que o Estado arrecada, R$ 1 é gasto com a Previdência”, afirmou.


O vice-presidente do Corecon/RS ressaltou que o grande problema do Estado são as chamadas aposentadorias especiais, que permitem que o servidor, ao invés de se aposentar com 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, o faça com 10 ou cinco anos a menos, tanto na contribuição como na idade. “Atualmente, 87% dos servidores estaduais são beneficiados por esse tipo de aposentadoria”, lembrou. Citou o exemplo dos professores, em que as mulheres representam 90% dos casos, que se aposentam com 10 anos a menos e com idade mínima de 50 anos. Outro caso, levantado pelo economista, é o dos policiais civis e militares, que entram na inatividade com 30 anos para o homem e 25 anos para a mulher, sem limite de idade mínima. “Esse é o grande problema, que se agravará ainda mais com o passar dos anos se nada for feito com relação à idade mínima”, afirmou, lembrando que policiais e professores perfazem 73% do total dos servidores. 

Disse que a melhor solução para amenizar essa situação de déficit da Previdência seria aumentar a idade mínima, já que não se pode mexer na alíquota, que está em 13,25%, porque um desconto superior a 14% é entendido pelo STJ como confisco. “Não tem sentido se imaginar que, enquanto nos países desenvolvidos os trabalhadores, tanto homem como mulher, se aposentem com 65 ou 67 anos, no serviço público estadual a metade se aposente com 50 anos de idade mínima e, pior, uma quarta parte sem limite mínimo de idade”, disse.

O professor Darcy lembrou, ainda, que as reformas da Previdência, ocorridas em 1998 e 2003, embora tenham apresentado alguns avanços, não mexeram na idade mínima, estabelecendo que o trabalhador, a partir dali, passaria a se aposentar pela média de contribuição. “Só que, ao mesmo tempo em que fez isso, criou uma regra de exceção, permitindo a quem tivesse 20 anos de serviço público, 10 anos na carreira e cinco no cargo, ficaria beneficiado pela integralidade e pela paridade com os ativos”. Lembrou, ainda que, para conseguirem uma mexida forte na Previdência, embora fosse gerar descontentamento, deveriam acabar com essa exceção, estabelecendo, então, a média das contribuições. “Temos consciência de que Previdência é algo que mexe com os sentimentos, mas as pessoas não entendem que se alguém ganha sem contribuir o necessário, outros terão que pagar por elas”, concluiu.

 

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